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Desde que a pandemia do novo coronavírus começou a causar efeitos, na segunda quinzena de março, o dólar apresenta uma volatilidade ainda mais emblemática e a ferramenta de hedge cambial tem sido altamente demandada por empresas que atuam no comércio internacional ou que têm obrigações em dólar.

Para se ter uma ideia, nos últimos três meses, a moeda americana alcançou patamares próximos dos R$ 6 e também teve dias de fechamento abaixo dos R$ 4,90. Entre o primeiro dia de recomendação de isolamento social e o dia 22 de junho, houve uma alta de 10,3% do dólar -- que passou de R$ 4,73 para R$ 5,22.

Segundo Bruno Foresti, superintendente de câmbio do Banco Ourinvest, empresas que ficam expostas ao vaivém do câmbio podem ter os resultados prejudicados. Uma solução para amenizar eventuais impactos no caixa é utilizar instrumentos de proteção contra oscilações do dólar, como o hedge cambial.

 

Mas, afinal, como funciona o hedge cambial?

Bruno explica que a ferramenta, criada para proteger as empresas das flutuações do câmbio, oferece a possibilidade de fixar as cotações futuras e ajuda a reduzir o risco cambial de uma forma eficiente e segura, além de diminuir os custos operacionais.

É importante saber que não há valores mínimos ou teto máximo para fazer hedge cambial. O mecanismo é realizado por agentes financeiros, como o Banco Ourinvest, e ajuda a trazer estabilidade para os negócios.

“O custo do hedge depende da taxa do dólar comercial no momento do fechamento do negócio, do valor transacionado e do prazo da operação. O ideal é que a trava de câmbio seja realizada com base em variáveis, como volume de vendas, prazo, custos fixos da operação e lucratividade desejada”, diz o executivo.

 

Selic mais baixa pode provocar oscilação do dólar

Um outro fator que deve estar no radar de empresas que lidam muito com transações em dólar é a questão da Selic. A taxa de juros brasileira está no menor patamar da história, em 2,25%, e isso deve provocar ainda mais oscilações da moeda.

O fato é que o intuito da Selic baixa é impulsionar o consumo local e reduzir os juros para empréstimos e investimentos produtivos. Contudo há uma possibilidade de que investidores estrangeiros tirem recursos do país por conta da baixa rentabilidade em transações fixadas pela taxa de juros. Os riscos de um país emergente acabam não compensando pela baixa remuneração.

“Com menos moeda americana circulando no Brasil é provável que o dólar tenha ainda mais movimentos de alta e baixa. Por isso, nesse momento é muito interessante contratar o hedge cambial”, diz o executivo.

 

Até onde o dólar vai?

Alguns fatores precisam ser pontuados para analisar o aumento da cotação da moeda americana. Segundo Cristiane Quartaroli, economista do Banco Ourinvest, uma junção de motivos tem feito nossa moeda desvalorizar e o câmbio oscilar tanto.

O surto de coronavírus, a retomada do preço do petróleo, a situação política interna, a previsão de grande recessão para o Brasil neste ano, e a expectativa de recuperação da economia americana ajudam a explicar a escalada do dólar. “Não tem um motivo principal. Precisamos compreender o cenário como um todo”, diz.

Justamente pela falta de previsibilidade da moeda é importante adotar ações que ajudem a proteger os negócios. O Banco Ourinvest se dedica exclusivamente à área de câmbio e tem uma área internacional completa com experiência de mais de 40 anos no mercado. “Temos soluções personalizadas para atender os clientes e estamos prontos para ajudá-los a atravessar esse momento desafiador”, finaliza Bruno.

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O Banco Central (BC) diminuiu, pela oitava vez consecutiva, a taxa básica de juros da economia. Com um corte de 0,75 ponto percentual, a Selic está em 2,25% ao ano. O novo patamar, o mais baixo da história, é anunciado em um momento de incertezas políticas e econômicas e deve ajudar a desenhar o cenário dos próximos meses. Mas, afinal, o menor índice de todos os tempos é a salvação da economia brasileira?

Para Fernanda Consorte, economista-chefe do Banco Ourinvest, uma taxa de juros no patamar próximo aos 2% reflete um ‘novo mundo’, mas isso não quer dizer que vá nos tirar do horizonte desafiador. “O Brasil nunca conviveu com uma Selic tão baixa e por tanto tempo. Precisamos ver o que é o Brasil com essa taxa em termos de investimento estrangeiro e de estímulo ao consumo”, diz.

Fernanda pondera que o anúncio do BC acontece em um momento de extrema adversidade, com previsão de recessão econômica recorde. “Esperamos uma queda de até 9% no PIB brasileiro neste ano. De qualquer forma, essa taxa é uma mudança estrutural que precisa de um tempo para ser avaliada”, afirma.

Segundo a economista, os estímulos monetários estão acabando, lembrando que já foi feita injeção de liquidez também via compulsório. Ao menos temporariamente, na prática, os juros devem ficar mais baixos para empréstimos e investimentos produtivos, como maquinário e modernização. Afinal, a Selic nesse patamar é um artifício diretamente relacionado aos estímulos ao consumo.

O problema, contudo, está no restante do contexto. Desemprego em alta, redução da renda e consequente queda no poder de consumo, enfraquecimento da atividade industrial, e até desaceleração da balança comercial são desafios que seguem na pauta em um cenário contornado pela pandemia sem data para acabar.

 

Novos cortes a caminho

 

Segundo a economista, o Copom (Comitê de Política Monetária) deve realizar um novo corte na próxima reunião e a taxa básica ficará em 2% no fim do ano. “Acredito, porém, que esse cenário não terá vida longa. Tão logo o Brasil comece a ensaiar uma recuperação, com a taxa de câmbio em um patamar alto, o BC vai começar a pensar na inflação e realizar um movimento de escalada da taxa”, avalia Fernanda.

Em comunicado, o Copom sinaliza que pode haver mais cortes de juros à frente, dependendo do cenário. "Para as próximas reuniões, o Comitê vê como apropriado avaliar os impactos da pandemia e do conjunto de medidas de incentivo ao crédito e à recomposição de renda, e antevê que um eventual ajuste futuro no atual grau de estímulo monetário será residual".

 

Como fica a inflação?

 

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em maio, o indicador registrou queda de 0,38%, depois de já ter caído 0,31% em abril, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Não acredito que vamos fechar o ano com deflação ou perto disso. Estamos vendo um mês ou outro com esse resultado, mas isso deve voltar a subir. Temos a taxa de câmbio mais alta e os preços de alimentos, que são parte importante da composição do índice, não vão baixar tanto, uma vez que há inelasticidade por ser um setor altamente demandado”, diz Fernanda.

 

O perigo da baixa atratividade para os investidores

 

O investidor estrangeiro sacou R$ 7,4 bilhões da Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, no mês de maio. O volume é recorde para toda a série histórica, iniciada em 1994, e reforça um sinal ante a política de juros reduzidos.

Marcel Balassiano, pesquisador da área de economia aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE), afirma que o BC deve ser cauteloso e mais conservador ao baixar a taxa de juros. “O Brasil é um país emergente e não dá para comparar nosso cenário com Zona do Euro, Estados Unidos, Japão e Reino Unido, por exemplo. O prêmio de risco não permite que a gente ultrapasse essa barreira da taxa de juros”, diz.

Para Marcel, essa redução da Selic que vem ganhando forma desde 2016, não tem contribuído como o esperado para a melhora do desempenho do país. “A fraqueza econômica não depende só da queda de juros para ser melhorada. A economia continua patinando desde antes da pandemia do novo coronavírus”, diz.

Por outro lado, segundo Marcel, quando mensurada a incerteza dos investidores em relação a aportar em um determinado país, o Brasil aparece no topo da lista de 20 nações. “Vivemos um momento de incerteza global, mas no Brasil isso consegue ser ainda mais evidente por conta da crise política”, afirma.

 

Hora de olhar para as reformas

 

De acordo com o pesquisador, antes da pandemia, o país ia crescer perto de 3% neste ano. Agora, na avaliação do especialista, a queda deve passar dos 6,5%. “Soma-se a isso o fato de já estarmos em um cenário delicado antes da pandemia. Acredito que 90% dos países terão um desempenho melhor, ou “menos pior” do que o nosso”, diz.

Para ele, a crise do coronavírus veio agravar os nossos problemas anteriores e colocou uma lupa nas nossas maiores fraquezas. “Precisamos voltar para a agenda de reformas urgente”, diz.

 

Um sinal positivo no câmbio

 

Segundo Marcel, o Brasil tem reservas internacionais em um patamar alto e o BC vem intervindo no câmbio, não para mudar a tendência de alta do dólar, mas para não deixar o mercado sair do factível. “As reservas são um seguro importante e ajudam a gente não ser ainda mais impactado pelo cenário atual”, explica o pesquisador.

Ele explica que o câmbio já estava em um nível alto antes da pandemia, mas que se fortaleceu um pouco entre as duas reuniões do Copom, que aconteceram entre maio e junho. “O patamar estava em R$ 5,60 e agora está na casa dos R$ 5,20. O câmbio tem relação direta com o risco e isso quer dizer que houve uma ligeira melhora na percepção, ainda que isso esteja atrelado a indicadores exteriores”, finaliza.

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A pandemia do novo coronavírus também criou um novo cenário para as casas de câmbio. Com a recomendação de isolamento social, as viagens internacionais saíram da lista de prioridades e a comercialização de moeda teve uma queda relevante nos últimos meses. Em contrapartida, a compra de moedas apresenta alta expressiva e pode ser uma nova tendência para garantir faturamento em tempos de dificuldade econômica.

 

O dólar, moeda mais comercializada pelas casas de câmbio, apresenta uma valorização importante desde a segunda quinzena de março, quando a pandemia começou no Brasil. Ele passou da casa dos R$ 4,70 para os atuais R$ 5,10.

 

Muita gente havia comprado a moeda por taxas bem inferiores nos últimos meses pensando em viagens futuras, que foram canceladas. Com a restrição econômica, essas pessoas aproveitaram a valorização do papel americano para ampliar a renda e as casas de câmbio estão assistindo à corrida para a compra de moedas.

 

Segundo Cecilio Perez, sócio-proprietário da Casa de Câmbio Santos, que possui duas unidades no estado de São Paulo, houve uma queda de 78% do faturamento na venda de moeda direta ao cliente. Em compensação, houve um acréscimo de 144% no volume de compras entre fevereiro e maio. Ou seja, pessoas que procuraram os estabelecimentos para vender moeda.

 

“Nosso volume de compras só tem aumentado. Em abril, isso representou mais de 75% das operações. O grande segredo é entender que a regra do jogo mudou. Antes, comprar era bom para aumentar o spread de venda. Hoje, comprar é bom para revender para o Banco Ourinvest. Estamos comprando tudo que podemos”, diz Cecilio.

 

Para Alexandre Stiehler, CEO da SC Câmbio, que tem duas casas de câmbio no sul do País, o mercado inverteu a ordem. “Nós éramos filiais vendedoras e isso mudou. Agora, nossa principal demanda é de compra de moeda de pessoas que desistiram da viagem e precisam fazer reais”, diz.

 

Segundo ele, o movimento total das casas de câmbio, contando compra e venda de moedas, caiu 70% desde o início da pandemia. “Em contrapartida, o volume de compras aumentou 140% no período”, afirma.

 

Para garantir o atendimento aos clientes que querem vender moedas, os empresários apostam em frentes, como divulgação dos serviços em mídias sociais e serviço de delivery. O trabalho remoto também ganhou mais importância.

 

Cecilio afirma que todos os arquivos e documentos estão em nuvem, o que possibilita o trabalho, mesmo com as lojas fechadas. “Investimos em um sistema que permite gerenciar os contatos de clientes que chegam pelo WhatsApp, dessa forma cadastramos aqueles que estavam com necessidade de compra ou venda de moeda, mesmo quando estávamos com a loja fechada”, diz o empresário.

 

O aplicativo de mensagem se tornou um aliado de trabalho ainda mais importante para as casas de câmbio nos últimos meses. Por ele as empresas fazem o envio de informes, antecipação de cadastro, envio de cotações e fechamento de câmbio.

 

A ideia principal é minimizar o tempo de atendimento na loja. Os clientes antecipam o cadastro, incluindo os dados bancários, e o processo de compra de moeda fica mais ágil e com menos interação física entre atendente e cliente. “Praticamente 99% das compras de moeda são com pagamento direto do Banco Ourinvest para a conta bancária dos nossos clientes”, explica Cecilio.

 

Um dos pontos de atenção das casas de câmbio é em relação aos controles internos. Com variações extremas nas taxas cambiais, tanto na amplitude quanto na rapidez da mudança, uma pequena distração pode significar a diferença entre lucro e prejuízo. Sendo assim, os empresários afirmam que é importante ter parâmetros rígidos das moedas compradas, vendidas, em negociação e fechadas.

 

“Mais do que nunca, é preciso estar atento às demandas, às necessidades dos clientes, à mudança do negócio”, diz Cecilio.

 

Já Alexandre aposta em uma retomada gradual. “Não conseguimos saber quando ficará tudo bem, mas é nas crises que se encontram as oportunidades. Seguimos procurando soluções, enquanto esperamos o novo normal o mais breve possível”, diz.

 

Segundo Othon Barcellos, gerente comercial do Banco Ourinvest, a instituição abriu a possibilidade de compra de moeda das casas de câmbio para ajudar o setor nesse momento de crise. “Estamos atendendo todas as corretoras de câmbio do mercado com condições especiais para comprarmos essas moedas.” explica o executivo.

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A pandemia do novo coronavírus trará resultados difíceis para a economia brasileira. Esse já é um fato que vem sendo observado a cada divulgação de indicadores nos últimos meses. A previsão do mercado é de uma queda de 6,5% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2020. Enquanto isso, alguns setores mostram certa resiliência e são a esperança para ajudar a alavancar uma retomada.


A aposta da vez é o setor de agronegócio, já conhecido por sua relevância na economia do país por representar cerca de 5% do PIB. Fatores como o dólar em alta, que torna grãos como soja e milho mais competitivos, e a retomada do consumo de países como a China, devem jogar a favor do setor nos próximos meses.


De acordo com a consultoria Cogo – Inteligência em Agronegócio, a expansão passará também pela manutenção de volume da indústria de fertilizantes e defensivos agrícolas, pelas exportações de proteína animal (bovinos, suínos e aves) e pelo setor de medicamentos veterinários. De acordo com as projeções, o Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária em 2020 está estimado em R$ 689,9 bilhões, 7,6% maior que o resultado de 2019.


Para Cristiane Quartaroli, economista do Banco Ourinvest, a China é nosso principal foco neste momento de recuperação. “Eles são responsáveis pela exportação de cerca de 30% dos produtos agrícolas brasileiros, sobretudo soja e carne. São muito importantes para a nossa balança comercial”, diz.


Com a retomada chinesa, Cristiane acredita em um aumento da demanda por nossos produtos, que são de primeira necessidade. “Além disso, os contratos são fechados a longo prazo e já há muitas vendas encaminhadas. O setor não sentiu um grande impacto nesses meses de pandemia e deve passar bem por esse momento”, avalia.


Para se ter uma ideia da resiliência do agronegócio, na crise financeira de 2008 tivemos uma queda de US$ 7 bilhões de dólares nas exportações do setor, mas no ano seguinte as remessas quase dobraram. “É factível esperar que vamos ter uma redução, mas acredito que será pequena em comparação com outros segmentos, e a melhora pode ser rápida”, diz a economista.


Um ponto de alerta, entretanto, é a guerra comercial entre China e Estados Unidos. Em uma das tentativas de trégua entre os países a soja entrou na pauta e os chineses passaram a comprar mais produto dos americanos, arrefecendo a demanda por soja brasileira. “Perdemos um certo espaço, mas ainda assim isso não compromete o desempenho. A nossa venda de carnes, por exemplo, teve um aumento de quase 30% até maio deste ano, se comparado com o mesmo período do ano passado”, afirma Cristiane.

 

Outras promessas para a retomada


Algumas frentes ganharam destaque por conta da pandemia. Com a recomendação de isolamento social, setores como tecnologia da informação, ensino on-line, seguro-saúde e telemedicina tiveram aumento expressivo de demanda e tendem a continuar em alta depois que o surto do novo coronavírus passar.


Há ainda os setores que tiveram um aumento temporário na demanda, mas que devem voltar à normalidade após coronavírus, como alimentação delivery, setor farmacêutico e produtos de limpeza.


Na lista dos setores com forte queda ao longo da crise e que poderão se recuperar rapidamente depois, estão frentes como serviços estéticos, vestuários e indústria moveleira, por exemplo.


Em contrapartida, frentes como turismo, entretenimento e restaurantes devem demorar para sentir uma retomada e precisarão reinventar a forma de trabalho.


Para Cristiane, os efeitos da pandemia são intensificados pelo ambiente político desgastado. “Nem todas as reformas prometidas pelo governo saíram do papel. Há uma pauta que prevê a votação de frentes como as reformas tributária e administrativa e a independência do Banco Central, mas está difícil visualizar isso com esse cenário sem muita coordenação”, diz Cristiane.


“O fato é que se essas reformas acontecerem, o cenário fica mais favorável e a retomada pode vir mais depressa. Agora, ainda vivemos um momento de muita incerteza”, finaliza.

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A taxa de câmbio é uma medida importante para a economia. A relação entre o dólar e o real ajuda a balizar inúmeras questões, que vão desde o turismo, passando por importações e exportações, pelo saldo da balança comercial e até mesmo pela quantidade de envio e recebimento de remessas internacionais. 

 

Com a moeda americana em um patamar acima dos R$ 5,60 e um cenário incerto com variáveis, como a possível volta de guerra comercial entre Estados Unidos e China, a crise política no Brasil e a pandemia do novo coronavírus, é essencial buscar consultoria adequada na hora de realizar envio ou recebimento de dinheiro do exterior.

 

Em 2019, o dinheiro enviado pelos imigrantes instalados no Brasil representou quase US$ 3 bilhões, ou 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do País. As estimativas do Banco Interamericano de Desenvolvimento dão conta de que entre 50% e 80% da comunidade de 1,2 milhão de brasileiros nos Estados Unidos envie dinheiro regularmente para parentes e amigos no Brasil. De acordo com a projeção, cada emigrante ajuda, em média, 1,2 famílias. Isso significa que entre 720 mil e 1,1 milhão de famílias brasileiras recebem periodicamente recursos do exterior, diretamente injetados na economia doméstica.

 

Além disso, muitos brasileiros enviam dinheiro para o exterior com frequência. Bruna Dayan, executiva de Negócios Internacionais do Banco Ourinvest, afirma que com o mundo globalizado é possível enviar, receber, investir, comprar, pagar, contratar serviços em qualquer parte do mundo, com a máxima agilidade. “Não há barreiras em possuir uma casa de veraneio no Algarve, em Portugal, ou um barco em uma ilha, ou até um cavalo em Londres. O mundo está livre de fronteiras nesse sentido”, afirma a executiva.

 

Seja para mandar recursos para filhos que moram fora do país ou para receber valores da família no exterior, as operações de envio ou recebimento de dinheiro do exterior são necessárias para a economia girar. Para ajudar a entender mais sobre esses processos, Bruna elencou alguns pontos importantes. 

 

“O Banco Ourinvest tem profissionais capacitados com mais de 20 anos na área de câmbio, que apresentam soluções rápidas e garantem que o cliente realize sua transferência internacional da maneira mais assertiva possível e com a melhor taxa de câmbio”, diz a executiva.

 

Confira os pontos principais na hora de realizar uma das transações a seguir:


1-Quais são as formas de enviar ou receber dinheiro do exterior?

 

Existem algumas maneiras de realizar envios e recebimentos de valores, como cheques, travellers cheques, via correio, ordem de pagamento. Porém é mais comum usar as transferências bancárias.

 

É importante lembrar que todos os formatos precisam ter um agente financeiro por trás para realizar as ordens de pagamento ou recebimento.

 

2-É possível fazer essas operações por conta própria?

 

Não é possível realizar as operações por conta própria. Sempre é necessário contratar uma instituição financeira que tenha esse produto disponível e siga as regulamentações do Banco Central.

 

3-É preciso ter uma conta no exterior?

 

Não é necessário que a pessoa que realizar a operação de remessa de valores tenha uma conta no exterior, uma vez que ela pode tanto enviar o montante para si, como para outra pessoa, pagar serviços, entre outros.

 

4-É preciso justificar as remessas ou recebimentos para a Receita Federal?

 

Sempre que se realiza uma transferência internacional, seja de envio ou de recebimento, é necessário registrar a natureza de câmbio a que ela se refere, ou seja, o motivo da operação. Isso já estará automaticamente registrado no contrato de câmbio. É importante ressaltar que sempre é necessário demonstrar a origem dos recursos, que já devem estar declarados no imposto de renda ou apresentados em documentos que sustentem sua origem.

 

5-Existe um volume máximo para as transações?

 

No Brasil não existe um limite mínimo, nem máximo. Existe a capacidade financeira de cada cliente, que é avaliada por meio do imposto de renda declarado anualmente.

       
       

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