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Relátórios de economia
4/10/2023

Cenas dos próximos capítulos

Por

Cristiane Quartaroli

CAUSA:

Não se fala em outra coisa que não o diferencial de juros entre EUA e Brasil. Por um lado, a expectativa é de novas elevações na taxa básica americana por conta de dois pontos: 1. economia aquecida, e 2. inflação pressionada. Por outro, é esperada a continuidade nas reduções da Selic, que deve chegar ao final do ano com taxa próxima de 11,75% a.a., de acordo com o relatório Focus do Banco Central. Embora nossa taxa de juros ainda esteja mais alta, quando se espera mais elevações de juros nos EUA, há um influxo de capital estrangeiro para lá por ser considerado um país com economia mais saudável – exatamente o que está acontecendo.

CONSEQUÊNCIA:

Nossa taxa de câmbio chegou a atingir ontem o maior patamar observado desde o final de maio, acima de US$/R$5,15. Hoje está cedendo um pouco, mas contra fluxos não há argumentos. Enquanto o humor (ou seria mau humor?) dos mercados estiver focado no prêmio de risco embutido na taxa de juros americana ficará difícil defender uma taxa de câmbio mais baixa para o Brasil. Tanto que as projeções seguem pressionadas, com cotação muito próxima de US$/R$ 5,0 para este e para o próximo ano. Por enquanto, não há boa história macroeconômica brasileira que supere o atrativo dos juros altos por mais tempo nos EUA. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos.

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Economia do dia a dia

Um resumo dos principais acontecimentos de cada dia que podem influenciar na taxa de câmbio, tudo isso em menos de 1 minuto.

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