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Tudo o que você precisa saber para começar a investir no exterior

No Brasil, pouco mais de 1 milhão de pessoas físicas investem na Bolsa de Valores. Apesar de o número ter avançado nos últimos anos, ainda representa menos de 0,5% da população do país. Para se ter uma ideia, pouco mais da metade dos norte-americanos investe em renda variável; e na Europa e Ásia, a proporção gira entre 20% e 30%, dependendo do país. Enquanto a fatia de brasileiros dispostos a investir localmente cresce a passos lentos, a parcela de interessados em investir no exterior avança rapidamente.

Segundo Roberto Troster, coordenador de curso de tesouraria da Fipe e ex-economista-chefe da Febraban, a federação dos bancos, são investidores que buscam fugir dos riscos da instabilidade financeira no mercado nacional. “Além da segurança, a questão da variação de portfólio também colabora na hora de contabilizar ganhos maiores”, diz.

Para se ter uma ideia, a bolsa brasileira negocia ações de cerca de 1% das empresas existentes no mercado global. Ou seja, quem investe apenas localmente tem menos chance de diversificar o portfólio em setores variados.

Para os especialistas, há possibilidades muito interessantes fora do Brasil. Mas há cuidados que devem ser tomados. “Um princípio em finanças é nunca investir no que não conhece. Portanto, é importante buscar uma assessoria adequada para fazer essa ponte de investimento. A ajuda de um banco ou gestora é fundamental para reduzir riscos”, afirma Troster.

Algumas formas de investir no exterior são tão simples quanto apostar em uma ação ou em um título público brasileiro. Por isso, preparamos um guia rápido para você saber como começar a investir no exterior e ir além do óbvio. Confira a seguir:

Primeiros passos

Para começar, você deve avaliar quanto de dinheiro está disposto a investir. É importante lembrar que é preciso se preparar e ler muito sobre as opções de investimentos. Não há montante mínimo, nem máximo, desde que haja comprovação da origem do dinheiro.

Muito além dos fundos

É possível ir além das ações em fundos de investimento para aportar fora do país. Segundo Bruna Dayan, Gerente de Negócios Internacionais do Banco Ourinvest, há desde opções mais óbvias, como abrir uma conta no exterior, imóveis, como menos comuns, como investir em obras de artes e cavalos, por exemplo. Veja abaixo:

  • Conta no exterior: Em um primeiro momento, falar que vai abrir um conta fora do Brasil pode causar estranheza. Mas isso é permitido desde que sejam usados meios legais. “Nos últimos anos falamos tanto de Lava Jato, evasão de divisas e lavagem de dinheiro que acabou ficando essa má impressão. Mas a verdade é que qualquer pessoa pode abrir uma conta no exterior, desde que comprove a origem do dinheiro”, explica Bruna.

    Segundo ela, há centenas de instituições que aceitam contas de estrangeiros, mediante documentos e comprovações. O Banco Ourinvest, por exemplo, trabalha com 96 países, e as regiões mais procuradas são Estados Unidos e Portugal, onde atualmente se concentram as maiores colônias de brasileiros. Seja para manutenção de residentes ou até mesmo para fazer investimentos fora, a conta no exterior é um ponto de partida para quem quer apostar além das fronteiras do Brasil.
  • Imóveis: A aquisição de imóveis no exterior ganhou mais popularidade entre os investidores durante a crise imobiliária de 2008 nos Estados Unidos, que jogou o valor de milhares de imóveis nos EUA para patamares baixos. Mesmo depois da recuperação americana, destinos como Miami e Orlando ainda são populares entre os investidores. Além disso, imóveis na Europa, em especial em Portugal, também estão em destaque, inclusive pelas possibilidades de financiamento para estrangeiros com taxas de juros muito atrativas. Os produtos de proteção cambial, como hedge cambial, oferecido pelo Banco Ourinvest, ajudam a garantir que não haja surpresas na hora dos pagamentos por conta da variação do câmbio.
  • Investimentos variados: Frentes menos populares como investimentos em obras de arte e criação de cavalos, por exemplo, também estão na lista de quem aporta dinheiro fora do país. E, ao contrário do que parece, isso não está restrito para quem tem grandes fortunas. “Em resumo, é possível investir qualquer quantia, em qualquer coisa fora do país. Desde obras de um artista de rua, até na raça mais premiada de cavalos. Quem decide o montante é o cliente, e estamos prontos para fazer qualquer transação”, afirma Bruna.

Na prática

Todo brasileiro que tiver mais de US$ 100 mil fora do Brasil no dia 31 de dezembro de cada ano deve, além do seu Imposto de Renda, realizar a Declaração de Bens no Exterior (DCBE). “Esse processo é simples quando se tem uma assessoria”, diz Bruna.

Como você viu, há diversas formas de investir no exterior e ampliar seu portfólio — e ganhos. Para todas as opções de aportes no exterior, o Banco Ourinvest tem serviços disponíveis desde a consultoria de investimentos, como a abertura de contas no exterior, opções de trava de câmbio, remessas de valores, papel moeda, entre outros. Acompanhe sempre as opções por aqui!

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Economista formada pela USP, com mais de 15 anos de experiência nas área de Economia e Finanças, com foco em análise macroeconômica, resultando em amplo conhecimento do mercado bancário.

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Welber Barral

Estrategista de Comex

Mestre em relações internacionais (USFC), Doutor em direito internacional (USP) e pós-doutor em Direito do comércio internacional (Georgetown University), Barral foi secretário de Comércio Exterior do Brasil de 2007 a 2011. Atualmente é, também, diretor no Departamento de Comércio exterior da FIESP e conselheiro da Câmara de Comércio Americana.

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