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Sopa De Letrinhas: o que são ACC e ACE?

Algumas das principais dificuldades dos exportadores brasileiros estão em administrar o fluxo de caixa e driblar a variação cambial para que o negócio seja rentável. Afinal, o processo de recebimento pelas mercadorias pode levar meses e os custos da produção acabam ficando por conta do exportador. Para garantir que a roda gire e que o câmbio não seja um problema, os empresários brasileiros podem recorrer a operações de exportações e antecipar o recebimento dos recursos por meio de ACC (Adiantamento sobre Contrato de Câmbio) e ACE (Adiantamento sobre Cambiais Entregues).

Como funciona?

Quando um exportador fecha o contrato com um importador, mas precisa de recursos para produzir suas mercadorias, ele pode usar a antecipação de recebíveis. Esse é o papel do ACC, modalidade em que o empresário nacional procura um banco autorizado a operar em câmbio e pede um financiamento para a fase de produção ou pré-embarque.

Essa modalidade ajuda os empresários a arcar com de matéria-prima, folha de pagamento dos funcionários e custos gerais da produção antes do embarque das mercadorias. O exportador pede ao banco o adiantamento do valor em reais correspondente ao contrato de câmbio já firmado com o importador e, além de receber o montante, também fixa a taxa de câmbio da sua operação.

No caso do ACE, também há uma antecipação de recebimentos de uma exportação, mas esse valor só é concedido após o embarque. Segundo Fabiano Branco da Silva, gerente de negócios internacionais do Banco Ourinvest, esse formato é indicado para empresas que já têm caixa para produzir a mercadoria. “Os exportadores que querem receber os pagamentos de forma imediata e garantir um câmbio fixo podem usar o ACE”, explica.

ACE tem taxas menores

Em ambas operações não há valores mínimos ou máximos para contratação. Os custos, chamados de deságios, têm como referência a taxa de juros americana. Porém os valores das taxas praticadas para o ACE são menores. “Isso acontece por conta do risco de performance. No caso do ACC, a mercadoria ainda nem foi produzida e pode haver problemas na fabricação e consequentemente no embarque, já no ACE os materiais foram enviados e os riscos são menores”, diz o gerente.

De acordo com Fabiano, a operação de ACE ajuda na composição de fluxo de caixa das empresas exportadoras. “Afinal, elas não precisam ficar esperando, 60, 90, 120 dias ou até mais para receber os pagamentos e sujeitas às oscilações do câmbio. Tudo fica acertado no momento do embarque e o exportador já pode partir para um novo negócio”, explica.

No Banco Ourinvest houve um aumento de 32% na contratação de ACE entre setembro e outubro de 2019. “As empresas exportadoras acabam usando a modalidade como um financiamento, o que é vantajoso já que o custo é menor do que uma operação em reais, um empréstimo tradicional, por exemplo. Além disso, não há incidência de imposto no ACE”, diz Fabiano.

Uma garantia adicional

Além disso, o Banco Ourinvest ainda dá uma garantia adicional para os exportadores que optam pelo ACE. “Se eventualmente um importador não pagar a mercadoria o banco não cobra nada do empresário brasileiro e se encarrega de lidar com a fonte do problema”, diz Fabiano. Isso porque o Ourinvest realiza uma minuciosa análise de crédito de importadores em 90 países e analisa a situação financeira das empresas antes de realizar as operações. Ou seja, isso reduz o risco da transação.

Segundo Fabiano, essa iniciativa é exclusiva do banco e acaba sendo um diferencial. “Isso ajuda até mesmo na internacionalização dos clientes, umas vez que avisamos constantemente quais são os importadores em dificuldades e mapeamos os melhores destinos de exportação”, diz.

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Economista formada pela USP, com mais de 15 anos de experiência nas área de Economia e Finanças, com foco em análise macroeconômica, resultando em amplo conhecimento do mercado bancário.

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Welber Barral

Estrategista de Comex

Mestre em relações internacionais (USFC), Doutor em direito internacional (USP) e pós-doutor em Direito do comércio internacional (Georgetown University), Barral foi secretário de Comércio Exterior do Brasil de 2007 a 2011. Atualmente é, também, diretor no Departamento de Comércio exterior da FIESP e conselheiro da Câmara de Comércio Americana.

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