Blog

Sopa de letrinhas: o que é supply chain finance?

O nome pode até assustar à primeira vista, mas supply chain finance é uma expressão fácil de compreendida. Na prática, o termo em inglês quer dizer financiamento da cadeia de fornecedores.

Para te ajudar a compreender as ferramentas e as aplicações de supply chain finance, o Banco Ourinvest conversou com um especialista no assunto. João Costa Pereira é Head of Trade Finance do Banco Ourinvest e destaca os principais pontos.

Segundo o executivo, um exemplo simples pode ajudar a compreender o conceito de supply chain finance. “Imagine um produtor de suco de laranja, que precisa comprar toneladas de frutas para fazer seu produto. As ferramentas de supply chain finance possibilitam que ele compre as laranjas, o banco assegura o pagamento à vista ao fornecedor, a empresa pode iniciar a produção rapidamente beneficiando de prazo para pagar ao banco de forma a ajustar o fluxo de caixa ao seu ciclo produtivo”, diz.

Pereira explica que a cadeia de fornecedores faz parte de toda indústria, independente do porte. “Todos os negócios dependem de insumos e precisam negociar com a cadeia de fornecedores preço e prazo de pagamento. O supply chain finance serve justamente para auxiliar nessas negociações”, afirma.

As empresas, basicamente, têm duas partes em suas finanças: a área de contas apagar e a de contas a receber. “Tudo o que é de contas a pagar envolve fornecedores e pode contar com o supply chain finance”, diz o executivo.

Pereira explica que com o produto, o banco entra no negócio como parceiro entre empresa e fornecedor e ajuda na negociação de prazo e melhores valores para matéria-prima. “O cliente do banco é a empresa compradora, mas ela não recebe dinheiro do banco. O pagamento vai direto para o fornecedor, que recebe à vista o valor dos insumos”, explica.

Desta forma, a empresa cliente negocia com o fornecedor e aprova com o banco o prazo de pagamento. “O banco assegura que o fornecedor vai receber à vista e não terá risco de crédito, tomando para si a cobrança da empresa. Este é o pulo do gato, no supply chain finance, o banco não financia o cliente, financia o fornecedor pagando à vista uma venda à prazo”, diz Pereira.

 

Democratização do supply chain finance

Supply chain finance é um produto que já existe há mais de 30 anos no mercado internacional, mas costumava ser destinado às grandes empresas, com altos volumes de negociação. Nos últimos anos, a ferramenta passou a ser democratizada.

O Banco Ourinvest é um dos precursores deste movimento e atende até pequenas e médias empresas nesta modalidade, a fim de antecipar os fornecedores e promover melhores condições de negociações para a cadeia produtiva.

Para ter uma ideia da democratização do produto, um relatório internacional sobre ouso da modalidade aponta um salto expressivo em seis anos. Em 2015, 330 bilhões de dólares de supply chain finance foram transacionados e, em 2021, o número saltou para 1,8 trilhão de dólares ao redor do mundo.

“Grandes empresas, como a Petrobras, possuem programas próprios de supply chain finance. Nosso papel como banco é dar o mesmo acesso a esse tipo de produto para os clientes do Banco Ourinvest”, diz Pereira.

Além de ser vantajoso para os fornecedores, que recebem à vista, e para as empresas, que podem beneficiar de prazo para pagar e negociar melhor as suas compras de insumos, o banco acaba tendo um rastreamento maior do crédito.

“Esse é um tipo de crédito seguro, pois a instituição sabe para onde o dinheiro está sendo destinado e consegue estar cada vez mais próxima do ciclo produtivo de seus clientes. Diferente dos empréstimos tradicionais, onde o uso do capital não é rastreado”, explica o executivo.

 

Diferenciais do Banco Ourinvest

Além de democratizar o acesso às ferramentas de supply chain finance, o diferencial do Banco Ourinvest está em um atendimento personalizado que torna os processos mais ágeis, fáceis e seguros.

“Temos especialistas que ajudam as empresas a encontrarem as formas mais ajustadas e simplificadas para cada transação. A maioria dos nossos clientes faz os processos de forma recorrente e até automática, pois nós conhecemos o ciclo produtivo e a necessidade de cada parceiro. Desta forma, auxiliamos a impulsionar os negócios”, diz Pereira.

Outra vantagem está na possibilidade de casamento com vários produtos oferecidos pelo banco. “Temos ferramentas como hedge cambial, Finimp e ACE que podem resolver grande parte das dores das companhias importadoras e exportadoras. Tudo em um mesmo lugar, com especialistas disponíveis durante todo processo”, finaliza o executivo.

Siga o Banco Ourinvest

Logo LinkedinLogo FacebookLogo InstagramLogo TwitterLogo YoutubeLogo Spotify

Gostou? Fale com um de nossos especialistas e tire suas dúvidas.

Obrigado! Entraremos em contato com você.
Ooops! Alguma coisa deu errado. Tente novamente!

Conteúdos relacionados

4/7/22

Blog

Independência dos Estados Unidos: 5 pontos sobre a maior economia global

O Dia da Independência dos Estados Unidos, comemorado em 4 julho, leva milhões de americanos às ruas para celebrar a data em que as treze...

Leia mais

22/6/22

Blog

O que fazer quando o dólar sobe?

Após ter transitado na casa dos R$ 4 este ano, o dólar inverteu a tendência e passou a se apreciar nas últimas semanas. Afinal, quais são...

Leia mais

Categorias

Nossa equipe de economistas

Fernanda Consorte

Economista-chefe

Economia para todos é o lema da Fernanda. Com ampla experiência no mercado financeiro, conhecimento técnico apurado e linguagem simples, a autora contribui para a tomada de decisão de clientes e empresas que necessitem desse suporte.

Veja mais

Cristiane Quartaroli

Economista

Economista formada pela USP, com mais de 15 anos de experiência nas área de Economia e Finanças, com foco em análise macroeconômica, resultando em amplo conhecimento do mercado bancário.

Veja mais

Welber Barral

Estrategista de Comex

Mestre em relações internacionais (USFC), Doutor em direito internacional (USP) e pós-doutor em Direito do comércio internacional (Georgetown University), Barral foi secretário de Comércio Exterior do Brasil de 2007 a 2011. Atualmente é, também, diretor no Departamento de Comércio exterior da FIESP e conselheiro da Câmara de Comércio Americana.

Veja mais