Causa ou Consequência

CAUSA: Desde o início do ano, nossa moeda se valorizou cerca de 7% e, embora pareça muito, ainda se encontra num nível bastante elevado. Ontem, o dólar encerrou o dia em R$/US$5,18 – valor muito alto se compararmos com o que tínhamos antes da pandemia, de R$/US$4,0. Ah, nossa, mas vocês são muito pessimistas. Talvez, mas o fato é que ainda está difícil acreditar que esse comportamento irá perdurar muito mais tempo por alguns motivos, entre os quais destacamos: 1. EUA irão subir juros, isso já é dado. E quando isso acontecer, a tendência é que o fluxo de capitais vá para lá, pressionando as moedas emergentes; 2. O pano de fundo macro econômico do Brasil ainda é incerto, com crescente deterioração do quadro fiscal e aumento na aversão ao risco por conta das eleições. O dólar vai voltar a subir por conta disso? Depende, veja abaixo:

CONSEQUÊNCIA: Apesar da volatilidade comum em anos eleitorais, parece que a tendência é que o dólar fique abaixo do projetado pelo mercado para o final deste ano. Ainda dependemos, é claro, da sinalização que o próximo governo dará sobre o quadro fiscal. Já os juros devem continuar subindo, pois até meados desse ano a inflação deve seguir pressionada. Mas, após esse período, tanto os efeitos da política monetária, quanto o câmbio em um menor patamar, tendem a ajudar o cenário da inflação, que poderá ficar abaixo da mediana do mercado. A expectativa para o crescimento continua sendo baixa, justamente, por conta dos juros mais altos. Eis a questão!

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Economista-chefe

Economia para todos é o lema da Fernanda. Com ampla experiência no mercado financeiro, conhecimento técnico apurado e linguagem simples, a autora contribui para a tomada de decisão de clientes e empresas que necessitem desse suporte.

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Cristiane Quartaroli

Economista

Economista formada pela USP, com mais de 15 anos de experiência nas área de Economia e Finanças, com foco em análise macroeconômica, resultando em amplo conhecimento do mercado bancário.

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Welber Barral

Estrategista de Comex

Mestre em relações internacionais (USFC), Doutor em direito internacional (USP) e pós-doutor em Direito do comércio internacional (Georgetown University), Barral foi secretário de Comércio Exterior do Brasil de 2007 a 2011. Atualmente é, também, diretor no Departamento de Comércio exterior da FIESP e conselheiro da Câmara de Comércio Americana.

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