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Relátórios de economia
18/11/2020

Segunda onda

Por

Cristiane Quartaroli

CAUSA:

Quem poderia imaginar que ainda em novembro  estaríamos falando sobre coronavírus? E pior, preocupados com o avanço da  segunda onda em países da Europa, EUA e agora no Brasil. Eu confesso que, em  meados de março, quando tudo isso se tornou mais evidente em nosso país,  acreditava (ou torcia para...) que hoje já estaríamos vivendo normalmente.  Mas os últimos dias sugerem que corremos algum risco de passar por mais um  período de isolamento, caso não tenhamos uma aprovação das vacinas. Se  tivermos realmente mais uma quarentena mais rigorosa no Brasil, o auxílio  emergencial deve ser prolongado, causando mais dúvidas em relação a evolução  das contas fiscais brasileiras, num ambiente em que o Orçamento para 2021  ainda não foi aprovado.

CONSEQUÊNCIA:

Desde a semana passada a taxa de câmbio vem mostrando melhor  desempenho, mais próximo a US$/R$ 5,30. Porém, se a doença avançar sem uma  data efetiva de vacinação, a aversão ao risco pode ser novamente o nome do  jogo. Neste cenário, o fluxo de investidores estrangeiros para Brasil pode  diminuir ainda mais, contribuindo para que outra fase de desvalorização. A  ver.

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Economia do dia a dia

Um resumo dos principais acontecimentos de cada dia que podem influenciar na taxa de câmbio, tudo isso em menos de 1 minuto.

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