Causa ou Consequência

Quem manda é a China

CAUSA: Parece que os mercados acordaram de ressaca do final de semana e o principal motivo foi a recente piora da pandemia na China (ainda que em menor grau do que no Brasil, claro!). Enquanto as exportações e doações das vacinas chinesas vão de vento em popa, a imunização da população caminha a passos lentos por lá. Tudo isso em um cenário de agravamento da pandemia por conta das novas variantes do vírus que estão surgindo. Como tudo que acontece na China tem reflexo em praticamente todos os países, dessa vez não foi diferente e os investidores acordaram com o freio de mão puxado ontem.

CONSEQUÊNCIA: Como nossos leitores já estão cansados de saber, o comportamento da nossa moeda depende muito da quantidade de fluxo financeiro que circula em nosso país, ou seja, da quantidade de dólares que entra e sai por aqui. Com a China semiparalisada, o fluxo diminui e a consequência é mais pressão nas moedas emergentes de forma geral, não tem jeito. Se juntarmos tudo isso ao cenário interno ainda bastante deteriorado por conta da pandemia e das discussões em nosso Congresso, fica difícil vislumbrar uma melhora nesse quadro.

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Economia para todos é o lema da Fernanda. Com ampla experiência no mercado financeiro, conhecimento técnico apurado e linguagem simples, a autora contribui para a tomada de decisão de clientes e empresas que necessitem desse suporte.

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Economista formada pela USP, com mais de 15 anos de experiência nas área de Economia e Finanças, com foco em análise macroeconômica, resultando em amplo conhecimento do mercado bancário.

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Welber Barral

Estrategista de Comex

Mestre em relações internacionais (USFC), Doutor em direito internacional (USP) e pós-doutor em Direito do comércio internacional (Georgetown University), Barral foi secretário de Comércio Exterior do Brasil de 2007 a 2011. Atualmente é, também, diretor no Departamento de Comércio exterior da FIESP e conselheiro da Câmara de Comércio Americana.

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