Causa ou Consequência

Quem Disse Que Não Pode Piorar?

CAUSA: Quando achávamos que não poderia ficar pior, ficou. Além do problema já localizado em articulação política, agora temos de lidar com quebra de sigilo bancário do Senador Flávio Bolsonaro e seu ex-assessor Fabrício Queiroz (bola cantada em janeiro — uma hora isso viria à tona), e delação de Henrique Constantino, da Gol, que cita ninguém mais ninguém menos do que Rodrigo Maia como receptor de “benefícios financeiros” — isso pode se tornar um calcanhar de Aquiles. Inclusive na postura mais ativa de Maia à aprovação da reforma da Previdência.

Ao mesmo tempo, a briga comercial entre China e EUA segue acirrada. Ontem, a China anunciou retaliação e deve impor tarifas de importação de produtos americanos, lembrando que o país tinha aumentado o ritmo de compras de soja e combustível dos EUA nos últimos meses. Essa novela vai longe e, como sempre digo, espalhando mau humor para todos os lados, sobrando para países emergentes, como o Brasil.

CONSEQUÊNCIA: A taxa de câmbio deve continuar beliscando os US$/R$ 4,0 até que tenhamos um arrefecimento do quadro em Brasília e/ou da situação internacional.  

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Economista formada pela USP, com mais de 15 anos de experiência nas área de Economia e Finanças, com foco em análise macroeconômica, resultando em amplo conhecimento do mercado bancário.

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Welber Barral

Estrategista de Comex

Mestre em relações internacionais (USFC), Doutor em direito internacional (USP) e pós-doutor em Direito do comércio internacional (Georgetown University), Barral foi secretário de Comércio Exterior do Brasil de 2007 a 2011. Atualmente é, também, diretor no Departamento de Comércio exterior da FIESP e conselheiro da Câmara de Comércio Americana.

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