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Os impactos do novo coronavírus nas corretoras de câmbio

Os impactos do novo coronavírus também acertaram em cheio as corretoras de câmbio. As unidades de negociação de câmbio já sentem os efeitos da redução drástica do volume de transações. Com a recomendação de redução de mobilidade, fechamento de estabelecimentos comerciais, queda no poder de consumo e adiamento das viagens internacionais, as instituições que comercializam câmbio precisam buscar oportunidades em um novo cenário.

Segundo Othon Borges Barcellos, gerente comercial do Banco Ourinvest, o primeiro passo é compreender que o cenário é geral e que todos os estabelecimentos comerciais estão enfrentando dificuldades. O executivo está em contato permanente com corretoras e casas de câmbio e afirma que há algumas formas de amenizar os danos.

“Há um relato sobre o aumento da demanda de recompra de moeda. Muitas pessoas que compraram dólar por R$ 4,20 ou R$ 4,30, adiaram as viagens e estão vendendo por um valor maior por conta da cotação atual. A ideia é recuperar o dinheiro para pagar as contas atuais”, explica.

Nessa frente, a aposta é comercializar a moeda futuramente por um valor maior e recuperar as margens. Para alavancar essa modalidade, algumas casas de câmbio estão apostando em delivery. Afinal, como muitas lojas ficam dentro de shoppings e estão fechadas, essa é uma forma de fazer o negócio movimentar.

Uma outra frente que pode ajudar nesse momento é a remessa de dinheiro de estrangeiros para as famílias brasileiras. “Percebemos um aumento dessa modalidade nas últimas semanas e acho que isso pode ser mais alavancado daqui para frente”, diz Othon.

Com o dólar mais valorizado em relação ao real, as famílias conseguem algum ganho ao receber os valores no Brasil. Com isso, as casas de câmbio fazem esse meio de campo e são remuneradas pela atividade.

Para ajudar nesse momento desafiador, o Banco Ourinvest abriu a possibilidade de compra de moeda das casas de câmbio. “Estimulamos o mercado para a possibilidade de fomentar seus clientes a recomprarem as moedas estrangeiras adquiridas para viagens que foram canceladas, assim abrimos para todas as corretoras de câmbio do mercado condições especiais para comprarmos essas moedas.” explica o executivo.

Como o setor financeiro está se movimentando?

A Associação Brasileira de Câmbio (Abracam) afirma que o volume de negociações do dólar turismo despencou 95% em março, depois que as medidas de isolamento foram adotadas na tentativa de impedir o avanço do novo coronavírus. Segundo a entidade, a queda nas operações de importação e exportação intermediadas por corretoras de câmbio deve ser da ordem de 35% nos próximos meses.

Os problemas dos correspondentes cambiais já estão em pauta com o governo federal. A impossibilidade do setor de contrair empréstimos é apontada como o principal problema. De acordo com a Abracam, que representa 3,5 mil correspondentes cambiais e 64 instituições entre bancos de câmbio, corretoras e distribuidoras, o acesso a linhas de crédito é essencial para a sobrevivência do segmento.

Por isso, a associação está trabalhando junto ao Banco Central e ao Ministério da Economia para flexibilizar essa e algumas outras regras, como a redução de alíquotas tributárias sobre operações de câmbio e maior prazo para renegociar eventuais dívidas. Além disso, o setor pede a elevação dos limites operacionais dos atuais US$ 100 mil para US$ 300 mil.

Enquanto não encontram soluções definitivas, as casas de câmbio e agentes do setor se unem para buscar oportunidades. Como um importante representante desse setor, o Banco Ourinvest realizará um evento fechado sobre esse momento para as corretoras de câmbio nessa semana. Os interessados em participar do encontro podem entrar em contato com o banco e solicitar informações adicionais.

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Mestre em relações internacionais (USFC), Doutor em direito internacional (USP) e pós-doutor em Direito do comércio internacional (Georgetown University), Barral foi secretário de Comércio Exterior do Brasil de 2007 a 2011. Atualmente é, também, diretor no Departamento de Comércio exterior da FIESP e conselheiro da Câmara de Comércio Americana.

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