Causa ou Consequência

Os Dois Lados Da Moeda

CAUSA: Na semana passada, o Banco Central reduziu a taxa básica de juros (SELIC) para 5,0%, nível mais baixo da história de nosso país. Ao pensar em que a Selic já esteve perto dos 45%, no final dos anos 90, é uma grande vitória o que estamos presenciando nos dias de hoje. Entretanto, como tudo na vida, a moeda tem sempre dois lados. Se juro baixo é bom para a condução da política monetária — pois estimula consumo, acesso ao crédito e atividade econômica de forma geral —, juro muito baixo não atrai investidores. Os investimentos em renda fixa acabam ficando menos atrativos, e aqueles que gostavam de investir no Brasil (leia-se estrangeiros) por conta das facilidades e da alta rentabilidade com os juros, estão optando por investir em outros países emergentes mais rentáveis, como México, Indonésia e Turquia.

CONSEQUÊNCIA: Sem investimento estrangeiro, a taxa de câmbio continua oscilando próximo dos US$/R$4,0. A expectativa de que o ciclo de queda de juros está perto do fim pode dar um pequeno alívio nesse sentido, mas ainda assim, será pouco se o gringo continuar fugindo. Por fim, entramos naquele ponto que gostamos de frisar: precisamos de fluxo gringo e boas notícias por parte do governo para ver a taxa de câmbio com persistência abaixo dos US$4,0 novamente. Seguimos aguardando!

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Economista-chefe

Economia para todos é o lema da Fernanda. Com ampla experiência no mercado financeiro, conhecimento técnico apurado e linguagem simples, a autora contribui para a tomada de decisão de clientes e empresas que necessitem desse suporte.

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Cristiane Quartaroli

Economista

Economista formada pela USP, com mais de 15 anos de experiência nas área de Economia e Finanças, com foco em análise macroeconômica, resultando em amplo conhecimento do mercado bancário.

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Welber Barral

Estrategista de Comex

Mestre em relações internacionais (USFC), Doutor em direito internacional (USP) e pós-doutor em Direito do comércio internacional (Georgetown University), Barral foi secretário de Comércio Exterior do Brasil de 2007 a 2011. Atualmente é, também, diretor no Departamento de Comércio exterior da FIESP e conselheiro da Câmara de Comércio Americana.

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