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O que fazer quando o dólar sobe?

Após ter transitado na casa dos R$ 4 este ano, o dólar inverteu a tendência e passou a se apreciar nas últimas semanas. Afinal, quais são os cuidados e oportunidades que a alta da moeda americana traz para pessoas físicas e empresas?

A única certeza que se tem em relação ao dólar é a volatilidade. À medida que os juros dos EUA aumentam, as perspectivas decrescimento da China se enfraquecem e que o cenário doméstico continua conturbado, a dança do câmbio se faz presente.

 

Oportunidades e desafios para empresas

De forma geral, a alta da moeda torna os produtos brasileiros mais competitivos no exterior e o cenário pode ser vantajoso para as empresas exportadoras.

Enquanto os compradores lá fora continuam pagando a mesma quantidade em dólar, quando o dinheiro é convertido para o real os exportadores ganham mais. Por isso, pode ser uma hora boa para fechar contratos internacionais e aumentar a receita.

Por outro lado, as empresas que importam bens passam por desafios em momentos de alta da moeda americana, que baliza todo o movimento de comércio exterior. Com a matéria-prima mais cara, pode haver necessidade de repasse e uma eventual queda nas vendas.

O avanço do dólar pode comprometer o desenvolvimento industrial ou a expansão de empresas, uma vez que grande parte do maquinário e tecnologia são importados.

Justamente para evitar esse problema, Cristiane Quartaroli, economista e estrategista de câmbio do Banco Ourinvest, aconselha que as empresas busquem ferramentas de proteção cambial. “O hedge cambial, por exemplo, se mostra uma estratégia extremamente necessária para esses momentos de oscilação”, afirma.

 

Turismo nacional em alta

Para as empresas de turismo que atuam no Brasil, a notícia é positiva. Afinal, com o dólar em alta, os turistas deixam de apostar em destinos fora do Brasil e concentram as viagens para destinos nacionais.

Além disso, turistas estrangeiros também acabam sendo atraídos para cá por conta da valorização da moeda americana, que permite maior poder de compra para eles.

Em contrapartida, quem tem viagem internacional programada ou necessita enviar dinheiro para o exterior, seja para pagar algum curso fora do país ou comprar algum bem, pode ter uma situação mais delicada.

O conselho da economista do Banco Ourinvest é esperar o melhor momento para a compra da moeda. “Quando possível, é claro. Mas acompanhar a cotação diária é importante para identificar a hora mais vantajosa. Afinal, uma pequena queda já pode amenizar o prejuízo”, diz Cristiane.

Se a viagem for daqui alguns meses, ela aconselha investir o dinheiro em algum CDB, por exemplo, e pensar na compra de dólar daqui um tempo.

Ela lembra ainda que há como contratar hedge cambial para pessoa física e garantir que a oscilação da moeda não impacte no valor final dos bens adquiridos no exterior.

Além disso, os especialistas do banco podem ajudar a encontrar as melhores cotações em caso de transferências internacionais que tenham uma janela de tempo razoável para serem realizadas.

 

Pontos de atenção

A variação do dólar também pode alterar apercepção de risco dos investimentos nacionais ou estrangeiros. Em ano de eleição e instabilidade econômica, os investidores podem preferir adquirir dólar do que aportar no país.

Outro ponto importante é a influência da alta do dólar na inflação brasileira. Isso porque com a valorização da moeda americana, produtores nacionais tendem a dispor de maior parte da sua produção para a exportação.

Desta forma, o valor dos produtos vendidos no Brasil tende a aumentar, como o que já é observado por aqui. Por isso, medidas de controle como alta da taxa de juros, a Selic, podem continuar recorrentes por aqui.

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Fernanda Consorte

Economista-chefe

Economia para todos é o lema da Fernanda. Com ampla experiência no mercado financeiro, conhecimento técnico apurado e linguagem simples, a autora contribui para a tomada de decisão de clientes e empresas que necessitem desse suporte.

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Cristiane Quartaroli

Economista

Economista formada pela USP, com mais de 15 anos de experiência nas área de Economia e Finanças, com foco em análise macroeconômica, resultando em amplo conhecimento do mercado bancário.

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Welber Barral

Estrategista de Comex

Mestre em relações internacionais (USFC), Doutor em direito internacional (USP) e pós-doutor em Direito do comércio internacional (Georgetown University), Barral foi secretário de Comércio Exterior do Brasil de 2007 a 2011. Atualmente é, também, diretor no Departamento de Comércio exterior da FIESP e conselheiro da Câmara de Comércio Americana.

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