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Sopa De Letrinhas: o que é NDF?

O mercado financeiro costuma ter um vocabulário próprio com muitas siglas. Mas o tal ‘economês’ pode ser mais simples do que você pensa. Aqui no Blog nós te ajudamos a entender o significado de muitas siglas e expressões. Hoje, vamos te explicar tudo o que você precisa saber sobre NDF.

A sigla é a abreviação de non deliverable forward, em inglês, que significa simplesmente um contrato a termo sem entrega física de dinheiro. O objetivo é que empresas possam usar o NDF para se blindarem de uma alta ou uma queda da taxa de câmbio.

Em suma, o NDF é uma ferramenta criada para ajudar a proteger as companhias das flutuações das moedas e, junto com a trava de câmbio e a opção de câmbio, compõe o portfólio de hedge cambial das instituições financeiras.

Particularidades do NDF

O principal diferencial da operação de NDF como ferramenta de proteção cambial é que a empresa contratante não precisa apresentar documentos de câmbio, uma vez que se trata de uma operação com instrumento derivativo referenciada em uma taxa de câmbio.

Além disso, o NDF pode ser contratado para liquidação em períodos superiores a um ano. Ou seja, esse instrumento permite ter a previsibilidade e o planejamento de negócios que exigem transações entre países.

Quem pode usar NDF?

O contrato de NDF é muito utilizado como instrumento de hedge cambial por importadores e exportadores. Suas principais características são negociação de valores, vencimento e preço futuro negociados no ato da contratação.

“Não há desembolso inicial de caixa, nem ajustes diários. A liquidação se dá em reais pela diferença financeira entre o acordado e o valor de mercado na data do vencimento”, diz Bruno Foresti, superintendente de Câmbio do Banco Ourinvest.

O principal objetivo é fixar de forma antecipada uma taxa de câmbio em uma data futura. “Um importador, por exemplo, pode contratar o banco para se proteger das oscilações cambiais e ter previsibilidade com seus gastos e ganhos. A ideia é que o empresário se preocupe apenas em desenvolver seu negócio e não com a taxa de câmbio”, explica.

Exemplo prático de como usar NDF na sua empresa

Vamos pensar em um exemplo prático: uma importadora precisa pagar US$ 100 mil de suas mercadorias compradas no exterior daqui seis meses. No dia do fechamento do contrato com a parceira comercial, a taxa de câmbio é de R$ 5,20, mas não há como garantir qual será a cotação futura nesse período. Ela pode subir, elevar os custos e reduzir a margem de lucro, por exemplo.

“O importador pode usar o NDF para travar a taxa de compra dos dólares a R$ 5,20 e no fim do contrato terá o preço garantido e previsível. O valor a ser pago será em reais e calculado pela diferença da cotação no dia do fim do contrato”, diz Bruno.

No dia do vencimento da operação, caso o dólar esteja acima de R$ 5,20, o banco pagará para a empresa toda a diferença entre a taxa do vencimento e a taxa da contratação, garantindo uma previsibilidade dos volumes negociados. No cenário oposto, caberá à empresa pagar a diferença ao banco de forma negociada previamente.

Em tempos de instabilidade econômica, o NDF ganha força entre as companhias com transações internacionais. “Não há valor máximo, nem mínimo para contratar essa ferramenta. Além disso, quem determina o período da trava e a moeda em questão é o cliente. Nosso trabalho é ajudar a encontrar a melhor solução para cada negócio”, finaliza Bruno.

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Economia para todos é o lema da Fernanda. Com ampla experiência no mercado financeiro, conhecimento técnico apurado e linguagem simples, a autora contribui para a tomada de decisão de clientes e empresas que necessitem desse suporte.

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Cristiane Quartaroli

Economista

Economista formada pela USP, com mais de 15 anos de experiência nas área de Economia e Finanças, com foco em análise macroeconômica, resultando em amplo conhecimento do mercado bancário.

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Welber Barral

Estrategista de Comex

Mestre em relações internacionais (USFC), Doutor em direito internacional (USP) e pós-doutor em Direito do comércio internacional (Georgetown University), Barral foi secretário de Comércio Exterior do Brasil de 2007 a 2011. Atualmente é, também, diretor no Departamento de Comércio exterior da FIESP e conselheiro da Câmara de Comércio Americana.

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