Blog

O que é hedge cambial para pessoa física?

Em janeiro de 2020, o dólar estava no patamar dos R$ 4. A pandemia ainda não era conhecida, a vacina não era pauta diária, a política internacional ainda não tinha vivido tantas emoções com a guerra comercial entre China e Estados Unidos e o Brasil ainda não sabia das dificuldades políticas e econômicas que estavam por vir. Um pouco mais de um ano depois, o cenário mudou muito e o dólar agora transita na faixa dos R$ 5,70.

A falta de previsibilidade tem sido uma constante que impacta diretamente na taxa de câmbio. Afinal, como saber o que acontecerá nos próximos meses e se proteger disso? Justamente por não haver como prever os acontecimentos futuros, contar com ferramentas que ajudam a proteger nosso patrimônio é essencial.

Há muitos anos empresas importadoras e exportadoras, que negociam seus produtos em moeda estrangeira, realizam o chamado hedge cambial para travar a taxa de câmbio e garantir previsibilidade nos negócios e, o mais importante, a margem de lucro.

Nos últimos meses, as pessoas físicas também têm observado as grandes oscilações das moedas e a desvalorização do Real e procurado o hedge para proteger suas transações internacionais. Você sabe como essa ferramenta funciona? O Banco Ourinvest, especialista em câmbio há mais de 40 anos, te ajuda a compreender o hedge cambial para pessoa física. Confira a seguir:

O que é hedge cambial para pessoa física?

A ferramenta foi criada por agentes financeiros, como o Banco Ourinvest, para proteger as empresas das flutuações do câmbio. Ela oferece a possibilidade de fixar as cotações futuras e ajuda a reduzir o risco cambial de uma forma eficiente e segura, além de diminuir os custos operacionais.

“A mesma lógica é aplicada para pessoas físicas que precisam fazer transações no exterior”, explica Erez Chalom, Head de Pessoa Física do Banco Ourinvest.

Como posso usar hedge para pessoa física?

Segundo Chalom, há algumas situações comuns em que o hedge pode ser usado por pessoas físicas, tanto para aproveitar a alta quanto a baixa da moeda. O intuito é que haja previsibilidade.

Por exemplo, pais que mantém filhos no exterior e precisam pagar a mensalidade do colégio ou da faculdade.  “Uma mensalidade de US$ 10 mil por ano pode custar R$ 40 mil ou R$ 60 mil, não há como prever qual será a cotação do dólar no momento do pagamento. Por isso, esse cliente pode contratar um hedge, fazer uma trava, e saber exatamente quanto vai desembolsar com a educação do filho. É possível ter previsibilidade”, diz.

O hedge também pode ser usado para pagamento de cursos rápidos, compra de imóveis no exterior, obras de arte, serviços e outras frentes, até mesmo viagens. “Quem não quer fazer uma aposta e correr o risco de esperar a cotação do dólar pode fazer o hedge”, diz o executivo.

O hedge para pessoa física também é uma oportunidade para quem quer aproveitar a alta da moeda. Por exemplo, clientes que possuem recursos e investimentos no exterior e gostariam de realizar uma repatriação podem travar a taxa de câmbio em patamar elevado e ampliar os ganhos.

Na prática, descontando eventuais descontos e impostos, um investidor trazendo US$ 500 mil ao Brasil com uma taxa travada em R$ 5,70 consegue ampliar seus ganhos em R$ 100 mil do que se fizesse a transação em uma taxa não programada de R$ 5,50, por exemplo.

Qual é o custo do hedge para pessoa física?

O custo do hedge depende da taxa do dólar comercial no momento do fechamento do negócio, do valor transacionado e do prazo da operação.

Vale a pena fazer hedge para pessoa física?

É impossível prever a cotação do dólar no curto, médio e longo prazo. A taxa de câmbio depende de inúmeras variáveis para se formar, desde o cenário internacional, a fuga de capital estrangeiro, o cenário político e econômico nacional, até uma eventual tragédia global como a pandemia. Por isso, é muito delicado contar com a sorte de que a taxa seja a que você deseja.

Vamos a um exemplo prático. Uma família que decide investir em um imóvel fora do país e precisa pagar US$ 50 mil por ano vai gastar R$ 15 mil a mais se a taxa de câmbio oscilar de R$ 5,30 a R$ 5,60. O valor sobe para R$ 30 mil se o dólar chegar aos R$ 5,90, como já aconteceu. “O custo do hedge é muito menor do que a volatilidade da moeda e traz tranquilidade”, destaca Bruno Foresti, especialista de Hedge no Banco Ourinvest.

Existe valor mínimo para fazer hedge de pessoa física?

O Banco Ourinvest trabalha com operações personalizadas. O valor base é de US$ 50 mil por ano, mas Bruno explica que cada transação pode ser avaliada individualmente.

É possível fazer hedge cambial em todas as moedas?

Dólar e Euro são as moedas mais usuais, mas os especialistas do banco estão preparados para atender todas as necessidades particulares.

Por quanto tempo é possível fazer a trava de câmbio?

A trava de câmbio pode ser feita por até um ano, ou seja, por até 12 meses é possível garantir o valor da moeda sem nenhuma oscilação excedente ao total contratado no fechamento da transação. Caso haja necessidade de prazo adicional é possível negociar com os especialistas do Banco Ourinvest.

Quais os diferenciais do Banco Ourinvest?

A aprovação das operações de hedge cambial para pessoas físicas é a mais rápida do mercado. “Geralmente acontecem em até um dia e não há necessidade de apresentar recibo de compra do exterior, por exemplo”, diz Chalom.

“Além disso, como somos especialistas em câmbio, temos pessoal qualificado para auxiliar em cada transação e encontrar a melhor solução para cada negócio”, finaliza o executivo.

No items found.

Siga o Banco Ourinvest

Logo LinkedinLogo FacebookLogo InstagramLogo TwitterLogo YoutubeLogo Spotify

Conteúdos relacionados

7/10/21

Blog

Como evitar bitributação em operações internacionais?

As ferramentas de internet nos colocam cada vez mais em um cenário mundial extremamente competitivo, onde a busca por melhores serviços...

Leia mais

29/9/21

Blog

Sopa de letrinhas: o que é hedge cambial?

A cotação do dólar caminha na esteira de incertezas vivenciada pelo mundo, motivada pela pandemia do coronavírus, e de indicadores políti...

Leia mais

Categorias

Nossa equipe de economistas

Fernanda Consorte

Economista-chefe

Economia para todos é o lema da Fernanda. Com ampla experiência no mercado financeiro, conhecimento técnico apurado e linguagem simples, a autora contribui para a tomada de decisão de clientes e empresas que necessitem desse suporte.

Veja mais

Cristiane Quartaroli

Economista

Economista formada pela USP, com mais de 15 anos de experiência nas área de Economia e Finanças, com foco em análise macroeconômica, resultando em amplo conhecimento do mercado bancário.

Veja mais

Welber Barral

Estrategista de Comex

Mestre em relações internacionais (USFC), Doutor em direito internacional (USP) e pós-doutor em Direito do comércio internacional (Georgetown University), Barral foi secretário de Comércio Exterior do Brasil de 2007 a 2011. Atualmente é, também, diretor no Departamento de Comércio exterior da FIESP e conselheiro da Câmara de Comércio Americana.

Veja mais