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Fim da pandemia e hedge cambial: qual a relação entre as duas frentes?

Ao que tudo indica, a pandemia do coronavírus caminha para um controle sanitário no Brasil. Ainda que as medidas de proteção sejam essenciais, o avanço da vacinação aponta para um retorno das atividades normais nos próximos meses.

Mesmo assim, o cenário econômico ainda permanece preocupante. A cada semana novas previsões atualizam a expectativa de crescimento e o cenário de retomada fica um pouco mais distante. Nesse contexto, o hedge cambial ganha força entre empresários e pessoas físicas que precisam realizar operações em moedas estrangeiras.

Hedge x pandemia

O primeiro passo para compreender a ligação entre o esperado fim da pandemia e a importância do hedge cambial é analisar o cenário econômico. Projeções divulgadas pela ONU (Organização das Nações Unidas) apontam que a economia nacional deve crescer a uma taxa de 1,8% em 2022, metade da expansão esperada para a economia mundial, de 3,6%. Entre as grandes economias do mundo, a taxa brasileira será a menor.

O informe aponta que a desaceleração brasileira em 2022 é causada por incerteza política. Além disso, são estimadas perdas de US$ 142 bilhões no País entre 2020 e 2022, por conta do coronavírus.

“A pandemia não acabou, mas a vida está voltando ao normal graças à vacinação e às medidas de proteção. Economicamente falando, temos muito trabalho nos próximos anos e ferramentas como o hedge cambial serão ainda mais importantes nesse período”, diz Cristiane Quartaroli, economista e estrategista do Banco Ourinvest.

Ela lembra que o IPCA, Índice de Preços ao Consumidor usado para medir a inflação, acumula alta de mais de 9% nos últimos 12 meses e o Banco Central deve começar a pensar em acelerar a alta na Selic, a taxa básica de juros.

“Com juros mais altos, as previsões de crescimento devem ser revisadas para baixo. Adicionalmente a isso, seguiremos assistindo a volatilidade do dólar”, explica a economista.

Para ela, um dos fatores mais relevantes para a flutuação da moeda tem sido a instabilidade política. “Apesar da aparente trégua do presidente, precisamos lembrar que ano que vem é eleitoral e os ânimos devem se reacender. O mercado responde rapidamente a isso e a taxa de câmbio reflete as preocupações”, dia Cristiane.

Questões como a sucessão presidencial e um eventual anúncio de medida populista para agradar ao eleitorado estão no radar. “Isso aumentaria o teto de gastos, uma questão que já preocupa bastante. Por isso, as oscilações ainda são esperadas”.

A montanha russa do dólar nos últimos meses deve continuar e, por isso,  empresas e pessoas físicas que realizam transações internacionais devem buscar meios de amenizar eventuais perdas e potencializar ganhos.

Como o hedge cambial pode ajudar

O hedge cambial aparece em destaque nesse cenário. No último ano, o Banco Ourinvest notou um aumento expressivo na demanda pela ferramenta, que possibilita fixar as cotações futuras e ajuda a reduzir o risco cambial de uma forma eficiente e segura, além de diminuir os custos operacionais.

Em suma, a taxa de câmbio fechada no ato da contratação do hedge é garantida ao empresário pelo

prazo predeterminado e ele não precisa se preocupar com as variações. Dessa forma, pode trabalhar todos os seus custos e recebimentos futuros com base em um valor fixo.

Não há valores mínimos ou máximos para operações de hedge cambial. “Nós ajudamos o cliente a decidir quanto do montante ele quer proteger e encontramos a melhor opção para cada tipo de negócio. A ideia é que o cliente possa focar na essência de sua operação, em vender seus produtos e serviços, e nós cuidamos da taxa cambial”, diz Bruno Foresti, superintendente de Câmbio do Banco Ourinvest.

Para atender os clientes, o banco possui uma equipe especializada e dedicada ao assunto, pronta para oferecer as melhores opções. “O aparente fim da pandemia não traz a esperada tranquilidade econômica e o hedge cambial vem como alento para ajudar a proteger os negócios”, finaliza a economista.

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Fernanda Consorte

Economista-chefe

Economia para todos é o lema da Fernanda. Com ampla experiência no mercado financeiro, conhecimento técnico apurado e linguagem simples, a autora contribui para a tomada de decisão de clientes e empresas que necessitem desse suporte.

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Cristiane Quartaroli

Economista

Economista formada pela USP, com mais de 15 anos de experiência nas área de Economia e Finanças, com foco em análise macroeconômica, resultando em amplo conhecimento do mercado bancário.

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Welber Barral

Estrategista de Comex

Mestre em relações internacionais (USFC), Doutor em direito internacional (USP) e pós-doutor em Direito do comércio internacional (Georgetown University), Barral foi secretário de Comércio Exterior do Brasil de 2007 a 2011. Atualmente é, também, diretor no Departamento de Comércio exterior da FIESP e conselheiro da Câmara de Comércio Americana.

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