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Dólar Comercial Ou Turismo: Entenda os tipos da moeda

Operações de remessa de valores, exportações e importações movimentam bilhões de dólares no Brasil todos os anos. Essas transações, que impactam diretamente na nossa balança comercial, têm em comum a dependência da taxa de câmbio e são fixadas com base no preço do dólar.

Como lidamos com um mercado extremamente volátil, é fundamental buscar parceiros confiáveis para fazer transferências internacionais, ferramentas que garantam a proteção de câmbio, como o hedge, além de ferramentas como ACC e ACE, que ajudam os empresários nas operações de importação ou exportação.

Antes de mais nada, é importante entender que todos os dias as taxas de câmbio são livremente acertadas entre as partes contratantes, ou seja, entre os compradores e vendedores da moeda estrangeira e o agente autorizado pelo Banco Central a operar no mercado de câmbio. Ou seja, com base nos acontecimentos do dia -- como publicação de indicadores econômicos, inflação, leis, acontecimentos políticos e cenários externos, por exemplo -- há uma percepção do mercado e a taxa oscila para cima ou para baixo.

Além de compreender de forma básica como se forma a cotação da moeda americana, a mais negociada no Brasil, é importante saber que o dólar é comercializado no Brasil de diferentes formas. O que define sua cotação é o destino final da moeda, ou seja, a natureza da operação.

Por isso, preparamos  um guia básico para você entender os conceitos do papel mais influente do mundo. Confira a seguir:

Dólar comercial:

Essa formatação da moeda é usada para mensurar as transações de importações, exportações e transferências internacionais. Nessa modalidade do dólar, os agentes de mercado balizam grandes movimentações, de quantias altas entre empresas. Além disso, o dólar comercial também é usado para medir as ações do Governo Federal registradas no Banco Central. Empréstimos de brasileiros residentes no exterior, por exemplo, são contabilizados nessa moeda.

Segundo Cristiane Quartaroli, economista e estrategista de câmbio do Banco Ourinvest, apesar de a taxa de câmbio ser formada pelos agentes de mercado, o Banco Central pode realizar intervenções para controlar a cotação da moeda. São medidas usuais para tentar ordenar as entradas e saída de moeda do país e proteger a balança comercial e apetite por investimento, por exemplo.

Dólar Turismo:

É comum verificar que essa taxa é mais alta do que o dólar comercial. Isso porque o dólar turismo é destinado para pessoas que querem comprar a moeda para viajar, ou fazer turismo, como o próprio nome já diz. Trata-se da moeda física (ou em cartões) negociada nas casas de câmbio e com correspondentes cambiais.

O valor do dólar turismo é mais alto porque nele está embutido o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e os custos da moeda física. “Cada agente pode definir seu preço com base em custos como logística, segurança e manutenção de cofres, por exemplo”, explica a economista.

Dólar ptax:

É um índice calculado diariamente pelo Banco Central com base na média das taxas de compra e venda praticadas pelos bancos brasileiros. Ou seja, existem várias pessoas e empresas comprando e vendendo dólar ao longo do dia no Brasil. A Ptax é uma média dessas operações. Costuma ser uma taxa de referência.

Ficou interessado em saber mais ou com dúvidas de como o dólar pode impactar o seu negócio, fale com a gente!

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Fernanda Consorte

Economista-chefe

Economia para todos é o lema da Fernanda. Com ampla experiência no mercado financeiro, conhecimento técnico apurado e linguagem simples, a autora contribui para a tomada de decisão de clientes e empresas que necessitem desse suporte.

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Cristiane Quartaroli

Economista

Economista formada pela USP, com mais de 15 anos de experiência nas área de Economia e Finanças, com foco em análise macroeconômica, resultando em amplo conhecimento do mercado bancário.

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Welber Barral

Estrategista de Comex

Mestre em relações internacionais (USFC), Doutor em direito internacional (USP) e pós-doutor em Direito do comércio internacional (Georgetown University), Barral foi secretário de Comércio Exterior do Brasil de 2007 a 2011. Atualmente é, também, diretor no Departamento de Comércio exterior da FIESP e conselheiro da Câmara de Comércio Americana.

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