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Como fazer para ter uma casa de câmbio?

Todos os dias são negociados bilhões em moedas estrangeiras no Brasil.

Seja para o turismo, operações entre companhias ou para importar e exportar produtos, a necessidade de compra e venda de moedas é constante. Para ajudar os bancos nessa missão, os correspondentes cambiais têm um papel importante como facilitadores dessas transações.

É nesse segmento que aparecem as casas de câmbio . Esses correspondentes cambiais funcionam de forma estratégica para os bancos, pois permitem alcançar mercados que dificilmente eram atingidos, além de dinamizar as operações. Mas você sabe como funciona o processo para abrir uma casa de câmbio?

O primeiro passo é ter um ponto físico de atendimento de clientes, não necessariamente uma estrutura exclusiva. Pode ser uma papelaria, um escritório e até um comércio tradicional, desde que haja adaptação para que uma parte do espaço seja blindado, com acesso para carro forte, monitoramento por câmeras e clausura para que sejam feitas as operações.

Bruno Foresti, superintendente de câmbio do Banco Ourinvest, explica que o banco começou a desenhar o programa de expansão de correspondentes cambiais em setembro de 2018. Em julho de 2019 todas as questões sistêmicas e regulatórias estavam dentro das normas e em poucos meses já há oito locais em banco em operação. “A meta é chegar a 20 unidades até o fim do ano e encerrar 2020 com algo entre 100 a 150 lojas espalhadas pelo Brasil”, afirma.

Para ter uma casa de câmbio, o interessado só precisa se preocupar com investimento na questão da adequação física. “Depois de sinalizar o interesse por e-mail, vamos realizar uma entrevista com a equipe que atuará na loja, analisar a viabilidade da operação e as questões de compliance”, diz Bruno. Por fim, é feita uma visita ao ponto para comprovar que as necessidades serão atendidas.

Fica por conta do banco, que será o responsável pelo correspondente cambial cuidar da regulamentação junto ao Banco Central para atuar no mercado de câmbio. Além disso, o Banco Ourinvest é responsável pela instalação de um sistema próprio e realiza treinamento dos funcionários em aspectos como atendimento, prospecção de clientes, produtos e lavagem de dinheiro. Questões como seguro da loja também são indicadas pelo banco.

“Em um cenário onde todas as adequações estão corretas demora cerca de 45 dias para que a operação comece a funcionar”, diz Bruno. Com a loja aberta começam as remessas de dinheiro para a efetiva abertura do ponto. “Além de compra e venda de moeda, os correspondentes também podem oferecer outros serviços do banco, o que aumenta a rentabilidade”, explica Bruno.

Há cerca de 30 moedas na prateleira, a maior quantidade disponível no mercado. Desde as clássicas, como dólar e euro, como algumas mais excêntricas, como libra egípcia e lira turca.

A casa de câmbio pode fazer operações de maneira autônoma nas operações até 3 mil dólares, que respondem por cerca de 95% da demanda do mercado. “Acima desse valor ele pode indicar para o banco, que entrega e paga uma comissão. Na prática, o correspondente consegue trabalhar com qualquer valor”, afirma Bruno.

O modelo de negócio do banco não cobra tarifas fixas do correspondente. O pagamento é feito em cima de um percentual do faturamento. Além disso, o parceiro paga o custo do sistema mensalmente (R$ 100). “Temos os melhores custos de moeda e somos o maior player do mercado. Além disso, a casa de câmbio tem a possibilidade de vender todos os produtos de câmbio do banco. É mais do que só vender e comprar moeda. Ajudamos a maximizar cada metro quadrado da estrutura”, diz Bruno.

Cada de câmbio na prática

Cristiane de Oliveira é correspondente cambial do Banco Ourinvest desde novembro de 2018. Com experiência de 16 anos no mercado financeiro, ela passou por outros parceiros comerciais até fechar o contrato atual. “Percebo o tempo de resposta muito rápido com um sistema padronizado e fácil de trabalhar”, diz.

Com quatro unidades de casa de câmbio da Upper Câmbio Turismo no Rio de Janeiro e Minas Gerais (Petrópolis, Volta Redonda, Juiz de Fora, e Barbacena), Cristiane afirma que a maioria dos clientes compra moedas para viajar. “A média das transações fica em torno de 1.500 dólares, mas quando precisamos de operações maiores não há problema nenhum em contatar o banco”, diz. “Esta é uma das vantagens de ter um parceiro de grande porte”, afirma.

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Economista

Economista formada pela USP, com mais de 15 anos de experiência nas área de Economia e Finanças, com foco em análise macroeconômica, resultando em amplo conhecimento do mercado bancário.

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Welber Barral

Estrategista de Comex

Mestre em relações internacionais (USFC), Doutor em direito internacional (USP) e pós-doutor em Direito do comércio internacional (Georgetown University), Barral foi secretário de Comércio Exterior do Brasil de 2007 a 2011. Atualmente é, também, diretor no Departamento de Comércio exterior da FIESP e conselheiro da Câmara de Comércio Americana.

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