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E se? Cenários para a taxa de câmbio nos próximos 6-12 Meses

Este relatório em poucas palavras:

  • Montamos um jogo de hipóteses (e se?...), em que a depender de qual caminho percorrer (ou o que acontecer), chega a uma estimativa diferente para a taxa de câmbio para os próximos 6 a 12 meses.
  • Qual caminho você escolhe? Veja a Figura abaixo:

E se?

Todos os economistas fazem hipóteses quando vão traçar seus cenários. Lembro que havia uma brincadeira que toda resposta de economista começa com “depende”. Pior que é verdade. Dito isso, montamos um jogo de hipóteses (e se...), que a dependendo do caminho a percorrer (ou do que acontecer), chega-se a uma estimativa diferente para a taxa de câmbio nos próximos 6 a 12 meses.

E se 1

Partindo do patamar médio atual (US$/R$ 5,30), supomos um caminho da felicidade, onde tudo vai dando certo. Primeiro e mais importante que a pandemia é controlada (através de um tratamento, vacina, milagres???) no mundo e, também, no Brasil. Coincide que o cenário político é amenizado, há, portanto, uma conjunção de fatores (astros?) que unem Legislativo e Executivo. A nova ordem mundial é encontrada em Brasilia. Tanto que a agenda de reformas começa a ser amplamente discutida. Nesse ambiente é possível vermos uma recuperação mais bem desenhada, e a taxa de câmbio vai voltando para algo entre US$/R$ 4,30-4,40.

E se 2

Partindo do patamar médio atual (US$/R$ 5,30), supomos um caminho não tão auspicioso como o anterior, mas ainda assim animador. A pandemia é controlada (por conta de um tratamento, uma vacina, ou um milagre...) no mundo e, também, no Brasil. O cenário local mostra continuidade do ambiente político difícil, com constantes quedas de braço entre Legislativo e Executivo. E as reformas? Bem..., não tem “clima” para a agenda de reformas aqui. Isso compromete a recuperação econômica e a taxa de câmbio até mostra um fôlego, mas segue num patamar pressionado, entre US$/R$ 4,80-4,90.

E se 3

Partindo do patamar médio atual (US$/R$ 5,30), supomos um caminho bom no exterior, mas muito comprometido no Brasil. A pandemia é controlada apenas no exterior, enquanto aqui as políticas de contenção não dão certo e enfrentamos uma segunda onda de contágio. Novos momentos de isolamento social são requeridos. Assim, haveria continuidade do ambiente político difícil, com constantes quedas de braço entre Legislativo e Executivo. E as reformas? Bem..., não tem “clima” algum para a agenda de reformas aqui. A combinação de aperto nas medidas de isolamento social e crise política inviabiliza a recuperação econômica e traz pressão adicional para a taxa de câmbio, que fica entre US$/R$ 5,60 – 5,70.

E se 4

Partindo do patamar médio atual (US$/R$ 5,30), este seria o pior dos cenários. Não só o resto do mundo enfrenta uma segunda onda de contágio, como as tensões comerciais entre China e EUA aumentam. Aqui, também enfrentamos uma segunda onda e, portanto, novos momentos de isolamento social são requeridos. Assim, haveria continuidade do ambiente político difícil, com constantes quedas de braço entre Legislativo e Executivo. E as reformas? Bem..., não há reformas aqui. A combinação de aperto nas medidas de isolamento social no Brasil e no mundo e crise política, como a cereja no bolo, inviabiliza a recuperação econômica, trazendo a taxa de câmbio para patamares bastante enfraquecidos, em ~US$/R$ 6,0.

Qual acreditamos mais? Depende...

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Economista

Economista formada pela USP, com mais de 15 anos de experiência nas área de Economia e Finanças, com foco em análise macroeconômica, resultando em amplo conhecimento do mercado bancário.

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Welber Barral

Estrategista de Comex

Mestre em relações internacionais (USFC), Doutor em direito internacional (USP) e pós-doutor em Direito do comércio internacional (Georgetown University), Barral foi secretário de Comércio Exterior do Brasil de 2007 a 2011. Atualmente é, também, diretor no Departamento de Comércio exterior da FIESP e conselheiro da Câmara de Comércio Americana.

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