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Como os novos presidentes da Câmara e do Senado podem impactar a taxa de câmbio?

As eleições para o comando da Câmara dos Deputados e do Senado movimentaram o noticiário econômico e político do Brasil nas últimas semanas. Até mesmo a taxa de câmbio registrou oscilações, em partes, por conta das movimentações. Mas, afinal, o que muda no cenário de câmbio com o novo comando das casas políticas mais importantes do País?

Com a vitória de Arthur Lira para a presidência da Câmara dos Deputados e de Rodrigo Pacheco como presidente do Senado, o presidente Jair Bolsonaro dá um grande passo de aproximação em direção ao chamado centrão, um bloco informal que reúne parlamentares de legendas de centro e centro-direita.

O governo investiu pesado para garantir a vitória dos aliados. “Logo depois que saiu o resultado das eleições houve um alívio momentâneo nos mercados financeiros, que repercutiu diretamente na taxa de câmbio e registrou queda”, explica Cristiane Quartaroli, economista do Banco Ourinvest.

Segundo ela, isso aconteceu porque existe uma expectativa de que haverá uma melhor coordenação entre legislativo e executivo, afinal os vencedores eram apostas do governo. “Espera-se maiores chances de uma agenda liberal do governo e da aprovação das reformas tão esperadas”, avalia a economista.

Em contrapartida, a queda da cotação do dólar, que beirou 2% na semana do anúncio dos novos presidentes, pode não ser mantida no longo prazo. “Ainda que os eleitos sejam aliados do governo, temos que ter em mente que haverá um longo trabalho pela frente, pois eles precisam lidar com os partidos da oposição e com ideologias muito extremistas", diz.

Cristiane pondera ainda que embora a eleição tenha trazido alívio ao mercado financeiro, a volatilidade vai continuar por conta das ações que vão ocorrer ao longo do ano.

“O patamar ainda deve ficar elevado e flutuando de acordo com a política e também de outros fatores que pesam muito nessa conta, como a pandemia e as questões internacionais”, explica. “Não consigo enxergar um alívio mais expressivo e duradouro da taxa de câmbio no curto prazo”, diz.

Primeiro teste de fogo

Outro ponto de atenção que deve movimentar o noticiário político e econômico nas próximas semanas é a questão do auxílio-emergencial.

“Há uma pressão para que o benefício seja prorrogado e, ao que parece, os presidentes eleitos são a favor dessa prorrogação. Isso requer cuidado com o teto dos gastos, que é um indicador importante para o mercado. Será necessária muita coordenação para não piorar as contas fiscais e afugentar mais investidores. Ainda não se sabe como será montado esse quebra-cabeça”, avalia a economista.

Ao que tudo indica esse já será o primeiro teste de fogo para verificar a compatibilidade entre os poderes e o mercado financeiro. Mas a lista de pautas é bem grande. Uma relação entregue pelo presidente Jair Bolsonaro contempla no total 34 propostas atualmente em tramitação no Congresso, entre elas está a PL 5387/19, que trata do marco legal do mercado de câmbio. Em suma, autoriza bancos a investir no exterior recursos captados no País e facilita o uso do real em transações internacionais.

A única certeza é que nos próximos meses haverá muitas discussões e algumas delas devem impactar o setor financeiro. Paralelo a isso, as pautas que dizem respeito às reformas seguem aguardando parecer e a volatilidade da taxa de câmbio continua sendo observada.

Como se proteger da volatilidade?

Por conta de todo o cenário descrito acima é importante buscar medidas para amenizar e até evitar perdas por conta das oscilações. O Banco Ourinvest, especialista em câmbio, conta com um portfólio completo para atender pessoas físicas e empresas e ajudá-las a encontrar as melhores ferramentas para proteger as transações que requerem moedas internacionais.

O hedge cambial, por exemplo, que faz uma trava na taxa de câmbio, é uma das possibilidades e pode ajudar a garantir margem de empresas importadoras e exportadoras em momentos de instabilidade, como o atual.

Entre em contato conosco e conheça a solução mais adequada para o seu negócio.

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Fernanda Consorte

Economista-chefe

Economia para todos é o lema da Fernanda. Com ampla experiência no mercado financeiro, conhecimento técnico apurado e linguagem simples, a autora contribui para a tomada de decisão de clientes e empresas que necessitem desse suporte.

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Cristiane Quartaroli

Economista

Economista formada pela USP, com mais de 15 anos de experiência nas área de Economia e Finanças, com foco em análise macroeconômica, resultando em amplo conhecimento do mercado bancário.

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Welber Barral

Estrategista de Comex

Mestre em relações internacionais (USFC), Doutor em direito internacional (USP) e pós-doutor em Direito do comércio internacional (Georgetown University), Barral foi secretário de Comércio Exterior do Brasil de 2007 a 2011. Atualmente é, também, diretor no Departamento de Comércio exterior da FIESP e conselheiro da Câmara de Comércio Americana.

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