Causa ou Consequência

CAUSA: Os indicadores de inflação continuam vindo acima do esperado consistentemente. Após o IPCA de março mais forte, ontem foi a vez do IGP-10 (que é uma prévia do IGP-M) - mostrar as caras e, também, um número bastante acima do esperado, reforçando a possibilidade de que o Banco Central estique o ciclo de aperto monetário, além da alta já contratada para maio. Ou seja, o mercado já passou a incorporar que a Selic ficará próxima - ou acima - dos 13% a.a. até o final deste ano.

CONSEQUÊNCIA: A expectativa de mais juros por aqui beneficia o câmbio, via entrada de fluxo de capital estrangeiro de curto prazo, em busca de maior rentabilidade com nossa taxa de juros elevada. Contudo ainda é cedo para dizer que esse comportamento deve continuar. Na semana passada, o governo aprovou reajuste aos servidores e abriu espaço para novos aumentos salariais em outras esferas, o que poderia prejudicar ainda mais o quadro fiscal do Brasil. Esse é nosso calcanhar de Aquiles e um dos principais pontos que poderia azedar a melhora no câmbio que estamos observando desde o final do ano passado.

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Fernanda Consorte

Economista-chefe

Economia para todos é o lema da Fernanda. Com ampla experiência no mercado financeiro, conhecimento técnico apurado e linguagem simples, a autora contribui para a tomada de decisão de clientes e empresas que necessitem desse suporte.

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Cristiane Quartaroli

Economista

Economista formada pela USP, com mais de 15 anos de experiência nas área de Economia e Finanças, com foco em análise macroeconômica, resultando em amplo conhecimento do mercado bancário.

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Welber Barral

Estrategista de Comex

Mestre em relações internacionais (USFC), Doutor em direito internacional (USP) e pós-doutor em Direito do comércio internacional (Georgetown University), Barral foi secretário de Comércio Exterior do Brasil de 2007 a 2011. Atualmente é, também, diretor no Departamento de Comércio exterior da FIESP e conselheiro da Câmara de Comércio Americana.

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