Causa ou Consequência

Até onde vamos?

CAUSA: Uma nova onda positiva abraçou os principais ativos do mercado brasileiro desde meados da semana passada, mesmo sem nenhum grande fundamento por trás de tudo isso. Mas o que aconteceu, afinal? Por que essa melhora repentina em meio ao auge da pandemia? Algumas coisas animaram os investidores, dentre as quais destacamos: 1. a reunião das nossas várias autoridades, mostrando uma possível melhora na coordenação política e no gerenciamento da crise atual, 2. o famoso vídeo da reunião ministerial, com conteúdo pra lá de impróprio para menores, mas que não trouxe nada de novo e nenhum estopim para um possível processo contra o presidente da República e 3. a sinalização de que o ciclo de queda dos juros pelo Banco Central está próximo do fim, o que acaba sendo bom tecnicamente para nossa moeda. Lembrem-se de que quanto mais baixo o juro, mais alto o dólar e vice-versa. Mas até quando esse bom humor vai durar?

CONSEQUÊNCIA: As incertezas ainda são muitas. Não sabemos sequer se já atingimos o pico da pandemia ou se a situação ainda vai piorar por aqui. Será o Brasil o país com maior número de casos? Quando a retomada da nossa economia poderá acontecer de forma segura? Essa coordenação política vai continuar e teremos ações mais efetivas no combate à pandemia? São muitas perguntas e poucas respostas. Assim, o risco de piora para os mercados financeiros ainda é grande e a volatilidade deve continuar sendo a palavra da vez. Seguimos aguardando.

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Fernanda Consorte

Economista-chefe

Economia para todos é o lema da Fernanda. Com ampla experiência no mercado financeiro, conhecimento técnico apurado e linguagem simples, a autora contribui para a tomada de decisão de clientes e empresas que necessitem desse suporte.

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Cristiane Quartaroli

Economista

Economista formada pela USP, com mais de 15 anos de experiência nas área de Economia e Finanças, com foco em análise macroeconômica, resultando em amplo conhecimento do mercado bancário.

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Welber Barral

Estrategista de Comex

Mestre em relações internacionais (USFC), Doutor em direito internacional (USP) e pós-doutor em Direito do comércio internacional (Georgetown University), Barral foi secretário de Comércio Exterior do Brasil de 2007 a 2011. Atualmente é, também, diretor no Departamento de Comércio exterior da FIESP e conselheiro da Câmara de Comércio Americana.

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