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6 vezes que a política afetou em cheio a economia do Brasil

Troca de comando de estatais, intervenção nos valores de insumos e combustíveis, protocolos para enfrentar a pandemia, criação ou ampliação de programas sociais e outras ações com teor político acertaram em cheio a economia do Brasil nos últimos anos. Afinal, qual o peso da política no desempenho econômico do país?

Para te ajudar a compreender esse cenário, o Banco Ourinvest ouviu especialistas e listou alguns momentos emblemáticos dos últimos dois governos que ajudam a ilustrar o peso da política na tomada de decisão econômica.

Em primeiro lugar é importante ressaltar que a influência entre as esferas se deve pelo fato da instabilidade política gerar incertezas. Essas, por sua vez, tendem a guiar as decisões econômicas.

Em suma, um ambiente volátil, com uma crise institucional, não é atrativo para investidores e há uma saída de capital. Neste cenário, há uma debandada de dólares da economia local, o que acarreta em menos investimentos em frentes fundamentais, como infraestrutura.

Além disso, a taxa de câmbio também é impactada e afeta todo o comércio exterior. Com maiores preços de insumos, o consumidor tende a absorver os repasses e acaba ficando com menos poder de compra.

O resultado é o aumento da inadimplência, que se multiplica e deixa a qualidade de vida dos brasileiros na berlinda. Nessa toada, aumenta-se a necessidade de programas sociais, que afetam diretamente os gastos das contas públicas.

Relembre alguns momentos dos últimos governo sem que decisões políticas desencadearam mudanças importantes na economia do Brasil.

1- Impeachment de Dilma Rouseff

No dia 12 de maio de 2016, o Senado aprovou a abertura do processo de impeachment de Dilma Rouseff (PT). A sessão, que começou no dia anterior, durou mais de 20 horas e acertou em cheio na economia, com reações na Bolsa de Valores, por exemplo.

2- Nova perspectiva

Assim como a presença política de Dilma causava tensão ao mercado, ao assumir o governo, Michel Temer, trouxe fôlego novo simplesmente pela expectativa de um novo rumo. Independente de suas decisões, a presença política no novo presidente foi bem vista e atraiu investidores para o Brasil, mesmo sem avanço nas reformas.

3- Crise Institucional

Conhecido por seu temperamento, o presidente Jair Bolsonaro causou rusgas políticas com autoridades internacionais durante seu mandato. O presidente já se desentendeu com Alemanha e Noruega pelos países terem congelado os repasses ao Fundo Amazônia, se envolveu em troca de farpas com o presidente da França e foi considerado um apoiador do governo russo, em meio a guerra com a Ucrânia. O posicionamento político em território internacional deixa investidores sempre em alerta.

4- Troca de comando

O governo atual já realizou inúmeras trocas de comando em empresas fundamentais para a economia brasileira. A Petrobras, por exemplo, já vive seu quinto presidente desde 2019, quando Bolsonaro tomou posse. A cada troca há inúmeras especulações, movimentações no mercado de ações e uma crise de imagem para a empresa e para o país.

5- Questão climática

As falas polêmicas de Bolsonaro sobre as questões climáticas também podem acertar em cheio a economia. O mundo está imbuído de reduzir os efeitos negativos na natureza, enquanto o Brasil assiste a um aumento de queimadas e de desmatamento. Tal posicionamento inibe investidores movimentados pelas questões ESG e coloca o Brasil em uma posição pouco confortável na área, o que afasta aportes e gera mais uma crise de imagem.

6- Programas sociais

Após 18 anos de operação, o Bolsa Família chegou ao fim, com o último pagamento feito pelo governo de Jair Bolsonaro no dia 31 de outubro de 2021. Para substituir o programa, o governo federal criou o Auxílio Brasil. A proposta é de que o programa amplie o número de beneficiários para 17 milhões até dezembro de 2022. Com isso, a estimativa é de que o orçamento para o programa social permanente salte de R$ 33,1 bilhões para R$ 84,7 bilhões. A decisão impacta diretamente o teto de gastos e a economia do país.

O que vem por aí

No mês de outubro, os brasileiros escolherão o presidente que vai comandar a nação pelos próximos quatro anos. Independente do nome eleito, a economia do país vem na esteira dessa decisão e pode ser fortemente impactada.

Para falar sobre o assunto, o Banco Ourinvest preparou um webinar com o tema ‘Corrida Eleitoral’. O evento online será realizado no dia 28 de julho, às 11h, e trará contribuições importantes sobre como a corrida eleitoral 2022 pode afetar o desempenho da economia brasileira.

 O webinar será mediado pela economista-chefe do banco, Fernanda Consorte, e apresentado pelo consultor de comércio exterior Welber Barral. O webinar contará ainda com a participação especial do consultor político, Rogério Schmitt. Para se inscrever e participar acesse este link.

 

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Fernanda Consorte

Economista-chefe

Economia para todos é o lema da Fernanda. Com ampla experiência no mercado financeiro, conhecimento técnico apurado e linguagem simples, a autora contribui para a tomada de decisão de clientes e empresas que necessitem desse suporte.

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Cristiane Quartaroli

Economista

Economista formada pela USP, com mais de 15 anos de experiência nas área de Economia e Finanças, com foco em análise macroeconômica, resultando em amplo conhecimento do mercado bancário.

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Welber Barral

Estrategista de Comex

Mestre em relações internacionais (USFC), Doutor em direito internacional (USP) e pós-doutor em Direito do comércio internacional (Georgetown University), Barral foi secretário de Comércio Exterior do Brasil de 2007 a 2011. Atualmente é, também, diretor no Departamento de Comércio exterior da FIESP e conselheiro da Câmara de Comércio Americana.

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