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6 fatos que podem impactar a taxa de câmbio nos próximos meses

Importadores e exportadores dependem da taxa de câmbio para fecharem negócios. Por ser um fator bastante incerto e associado aos comportamentos do mercado financeiro, pode ser difícil fazer planejamentos a longo prazo. Por isso, conhecer as principais variáveis que podem impactar o câmbio é essencial.

A seguir, listamos seis fatos que podem impactar a taxa de câmbio nos próximos meses, de acordo com Fernanda Consorte, economista-chefe do Banco Ourinvest. A ideia é que os empresários tenham subsídios para programar novos negócios. “Em resumo, precisamos entender se os aspectos positivos internacionais serão contrabalanceados pelas incertezas do mercado local”, diz.

Também é importante destacar que essa oscilação do câmbio não precisa ser um problema para quem atua com comércio exterior. O Banco Ourinvest oferece o serviço de hedge cambial, uma ferramenta que possibilita o travamento da taxa de câmbio e permite mais previsibilidade nas transações.

Confira os 6 fatos a seguir:

  1. Início do governo Biden: em janeiro assume o novo presidente dos Estados Unidos. O mercado espera um governo menos intempestivo e com mais previsibilidade. Resta saber como ficarão as relações com o Brasil, especialmente, em temas sensíveis como a questão ambiental, por exemplo.
  2. Relações Estados Unidos e China: a queda de braço entre as maiores potências globais deve ser apaziguada com a chegada do novo governo americano. Isso não quer dizer que a relação ficará boa, mas as medidas extremistas devem diminuir. Em um cenário de maior tranquilidade na tomada de decisão, a taxa de câmbio deve ser mais previsível.
  3. Vacinas contra o novo coronavírus: esse é um tema que ecoa globalmente e tem poder para impactar diretamente a taxa de câmbio. A pandemia que assolou o mundo gerou uma corrida por vacinas, que começam a chegar em alguns países. O anúncio da vacinação no Reino Unido movimentou os mercados. Por mais que isso não tenha a ver diretamente com o Brasil, os ânimos dos investidores melhoram, aumentando o apetite de risco, gerando fluxo para países arriscados, como os emergentes, e as taxas de câmbio tendem a cair. No começo de dezembro, a taxa de câmbio caiu para R$ 5,20.
    Em contrapartida, a falta de uma resposta de imunização em massa no Brasil pode contrabalancear esse positivismo, trazer incerteza aos investidores locais e pressionar o câmbio. Uma politização sobre o tema, com discussões públicas entre governadores e o presidente, acaba neutralizando o otimismo do mercado. Os próximos passos de aprovação da Anvisa, agência reguladora responsável pela questão, são essenciais para medir o impacto positivo da notícia e o peso que isso terá no mercado financeiro local.
  4. Questão fiscal brasileira: a indefinição da votação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), que rege o orçamento do País no próximo ano, está em pauta nas últimas semanas e traz impacto para como o Brasil é visto no cenário internacional. Além disso, a falta de clareza sobre a continuidade do auxílio- emergencial também joga contra a imagem do País no cenário externo e pode colaborar para pressionar a taxa de câmbio.
  5. Questão política no Brasil: a maneira como o presidente Jair Bolsonaro vai conduzir as questões fiscais, as aprovações de vacina e as relações internacionais com Estados Unidos, por exemplo, também conta na hora de formar a taxa de câmbio. A imprevisibilidade das falas do governo acaba impactando negativamente a imagem do País e pode afugentar investidores causando uma pressão cambial.
  6. De olho na inflação: as expectativas de inflação estão subindo e o índice deve encerrar o ano acima da meta. Nesse contexto, o mercado pode questionar se o Banco Central está sendo leniente. Resta saber qual será o posicionamento da instituição. Em um cenário de subida da taxa de juros, há alta de fluxo de investimento e consequentemente uma baixa na taxa de câmbio. Porém se o aumento da inflação for tratado como algo pontual, a taxa pode ser pressionada.

Para Fernanda, a cotação deve encerrar 2020 em um patamar entre R$ 5,20 e R$ 5,30.

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Economista-chefe

Economia para todos é o lema da Fernanda. Com ampla experiência no mercado financeiro, conhecimento técnico apurado e linguagem simples, a autora contribui para a tomada de decisão de clientes e empresas que necessitem desse suporte.

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Cristiane Quartaroli

Economista

Economista formada pela USP, com mais de 15 anos de experiência nas área de Economia e Finanças, com foco em análise macroeconômica, resultando em amplo conhecimento do mercado bancário.

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Welber Barral

Estrategista de Comex

Mestre em relações internacionais (USFC), Doutor em direito internacional (USP) e pós-doutor em Direito do comércio internacional (Georgetown University), Barral foi secretário de Comércio Exterior do Brasil de 2007 a 2011. Atualmente é, também, diretor no Departamento de Comércio exterior da FIESP e conselheiro da Câmara de Comércio Americana.

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