Blog

5 fatos sobre trava cambial

PUBLICADO EM

18/5/2022

A falta de previsibilidade não é nenhuma novidade para os empresários brasileiros. Porém alguns ainda desconhecem ferramentas que podem ajudar a trazer mais estabilidade para os negócios, como o hedge cambial.

O mecanismo, criado para proteger as empresas das flutuações do câmbio, oferece a possibilidade de fixar as cotações futuras e ajuda a reduzir o risco cambial de uma forma eficiente e segura, além de diminuir os custos operacionais.

Na prática, o empresário consegue saber exatamente quanto vai gastar ou quanto vai ganhar em uma operação envolvendo moeda internacional daqui alguns meses ou anos, independentemente do que aconteça com o dólar.

Para te ajudar a entender melhor sobre essa possibilidade, listamos cinco fatos sobre o hedge cambial. Confira a seguir:

1. Existem três opções mais usuais de hedge

Há três tipos de transações de hedge cambial:

  • Trava de câmbio, conhecida como câmbio futuro. Esse produto se assemelha à operação de câmbio padrão, porém ocorre com a sua liquidação em uma data superior a dois dias úteis e inferior a um ano. A empresa precisa apresentar, até o momento da liquidação do câmbio, a documentação que ampara o fechamento da trava;
  • Termo de moedas, também conhecido como NDF. Esse produto tem a mesma precificação da operação de trava de câmbio, porém trata-se de um derivativo. O principal diferencial dessa operação é que a empresa não precisa apresentar documentos de câmbio, uma vez que se trata de uma operação com instrumento derivativo referenciada em uma taxa de câmbio. Além disso, o termo de moedas também pode ser contratado para liquidação em períodos superiores a um ano;
  • Opção de câmbio. Nessa vertente, por meio da compra de uma call (opção de compra) de dólares, o Banco Ourinvest vende para a empresa um direito de comprar dólares no dia do vencimento por um valor fixo, cobrando uma taxa única. Caso o dólar esteja superior ao patamar previsto, o banco pagará para a empresa toda a diferença, mas caso o dólar esteja abaixo do montante estabelecido como teto, a empresa poderá simplesmente abrir mão do seu direito de receber o ressarcimento (uma vez que não haverá valor a ser ressarcido) e então comprará os dólares pela taxa de mercado.

2. O hedge não tem prazo máximo de vencimento

Assim como o valor da operação pode ser personalizado de acordo com a necessidade do cliente, o prazo também pode ser negociado. Além disso, durante o prazo determinado pelo contrato, o cliente pode fazer revisões de prazo e realizar novas travas. Isso dá flexibilidade e garantias de que o planejamento financeiro de uma empresa seja mais confiável e com menos riscos de volatilidade das moedas.

3. Qualquer setor pode realizar uma trava

Independe do setor da empresa quando se trata de realizar operações internacionais é possível realizar um hedge! Isso significa que qualquer empresa pode ter segurança quando precisa realizar câmbio. Além disso, outros produtos de câmbio podem ser combinados com o hedge, por exemplo uma operação de crédito, como o FINIMP ou ACE, de forma a trazer segurança em toda transação internacional.

4. O hedge cambial pode ser usado para resguardar operações em várias moedas

A lógica da ferramenta pode ser replicada para qualquer moeda. O Banco Ourinvest possui um dos portfólios mais amplos do mercado e está apto para realizar transações em diferentes moedas. Geralmente, as operações são convertidas para dólar ou euro, mas o cliente pode escolher fixar a taxa na moeda desejada.

5. O hedge cambial ajuda a garantir a margem de lucro dos empresários

Além de proteger o patrimônio das companhias e trazer previsibilidade às margens de lucro, o hedge deve ser usado em sincronia com o fluxo operacional das empresas. Em momentos de volatilidade, um importador pode contratar a ferramenta e ganhar flexibilidade de fluxo de caixa, por exemplo. Um importador que fez a trava no primeiro dia de janeiro já pegou um dólar bem mais baixo e conseguiu proteger sua margem.

Siga o Banco Ourinvest

Logo LinkedinLogo FacebookLogo InstagramLogo TwitterLogo YoutubeLogo Spotify

Gostou? Fale com um de nossos especialistas e tire suas dúvidas.

Obrigado! Entraremos em contato com você.
Ooops! Alguma coisa deu errado. Tente novamente!

Conteúdos relacionados

4/7/22

Blog

Independência dos Estados Unidos: 5 pontos sobre a maior economia global

O Dia da Independência dos Estados Unidos, comemorado em 4 julho, leva milhões de americanos às ruas para celebrar a data em que as treze...

Leia mais

22/6/22

Blog

O que fazer quando o dólar sobe?

Após ter transitado na casa dos R$ 4 este ano, o dólar inverteu a tendência e passou a se apreciar nas últimas semanas. Afinal, quais são...

Leia mais

Categorias

Nossa equipe de economistas

Fernanda Consorte

Economista-chefe

Economia para todos é o lema da Fernanda. Com ampla experiência no mercado financeiro, conhecimento técnico apurado e linguagem simples, a autora contribui para a tomada de decisão de clientes e empresas que necessitem desse suporte.

Veja mais

Cristiane Quartaroli

Economista

Economista formada pela USP, com mais de 15 anos de experiência nas área de Economia e Finanças, com foco em análise macroeconômica, resultando em amplo conhecimento do mercado bancário.

Veja mais

Welber Barral

Estrategista de Comex

Mestre em relações internacionais (USFC), Doutor em direito internacional (USP) e pós-doutor em Direito do comércio internacional (Georgetown University), Barral foi secretário de Comércio Exterior do Brasil de 2007 a 2011. Atualmente é, também, diretor no Departamento de Comércio exterior da FIESP e conselheiro da Câmara de Comércio Americana.

Veja mais