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2021: a ano do hedge cambial

PUBLICADO EM

21/1/2021

O real foi a segunda moeda mais desvalorizada do mundo em 2020, com uma baixa na casa dos 30% na comparação anual. Perdemos apenas para o peso argentino. Os fatores que levaram à volatilidade da nossa moeda ainda estão na mesa e o ano de 2021 deve ter muitas oscilações. Nesse contexto, as operações de hedge cambial ganham destaque e devem apresentar alta no volume de contratações.

Para se ter uma ideia, apenas nos primeiros dez dias de 2021, o real já perdeu 4,5% de valor. No primeiro dia do ano, um dólar era comprado a R$ 5,26 e no dia 11 de janeiro a cotação era de R$ 5,50. Apenas no dia 12 de janeiro, a taxa passou de R$ 5,46 para R$ 5,36 durante o período de abertura de mercado, reforçando a tendência de variação extrema.

Bruno Foresti, superintendente de Câmbio do Banco Ourinvest, explica que uma forma de proteger os negócios dessas oscilações da taxa de câmbio é a contratação de hedge cambial.

“Essa ferramenta faz uma trava na taxa e traz uma maior previsibilidade de custos e recebimentos em moeda estrangeira. Em um cenário de comércio global dinâmico as margens são cada vez mais apertadas e correr o risco de perder 2%, 3%, 4% da sua margem por conta de variações cambiais pode ser evitado”, explica.

O executivo afirma que no decorrer de 2020 houve um aumento exponencial nas operações de hedge do Banco Ourinvest. “Notamos uma maior percepção por parte das empresas importadoras e exportadoras sobre os riscos de oscilações na taxa de câmbio. Além disso, a drástica diminuição na taxa de juros brasileira, a Selic, torna o custo do hedge mais barato e atrativo”.

Bruno avalia que o movimento deve se repetir em 2021. “Esperamos que o volume de contratação de operações de hedge continue aumentando, uma vez que não só as grandes empresas estão realizando tais operações, como as pequenas e médias também. O Banco Ourinvest está focado em democratizar esse produto.”

O que explica a volatilidade?

Segundo Eliaber Freitas, especialista de Hedge no Banco Ourinvest, fatores como as incertezas sobre aprovação e aplicação da vacina contra o novo coronavírus, os temores de uma segunda onda da pandemia, a nova configuração da política americana com a chegada de Joe Biden, a guerra comercial entre China e Estados Unidos, o cenário político conturbado no Brasil, e os problemas fiscais agravados nos últimos meses devem ser observados.

“São muitos fatores que podem provocar instabilidade e uma volatilidade da moeda. Por isso, as ferramentas de hedge cambial ganham ainda mais destaque nesse contexto”, explica Freitas.

O executivo explica que além de proteger o patrimônio das companhias, o hedge também pode ser usado para aproveitar boas oportunidades de mercado. “Em momentos de alta volatilidade, uma empresa pode contratar a ferramenta e ganhar previsibilidade no fluxo de caixa, por exemplo”, diz. "Um importador que fez a trava no primeiro dia de janeiro já pegou um dólar bem mais baixo e conseguiu proteger sua margem", conclui.

Freitas lembra que o Banco Ourinvest é focado em câmbio, com mais de 40 anos de experiência. O banco possui agilidade em todo o processo (desde o cadastro até o fechamento de operações), preza pela proximidade com os clientes e está disponível para compreender as particularidades de cada negócio para ajudar na tomada de decisão e na escolha das melhores ferramentas.

“Todos os dias recebemos novos clientes e notamos que esse produto está se disseminando. Acreditamos que 2021 será o ano do hedge para importadores e exportadores", finaliza.

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Mestre em relações internacionais (USFC), Doutor em direito internacional (USP) e pós-doutor em Direito do comércio internacional (Georgetown University), Barral foi secretário de Comércio Exterior do Brasil de 2007 a 2011. Atualmente é, também, diretor no Departamento de Comércio exterior da FIESP e conselheiro da Câmara de Comércio Americana.

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