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10 mitos e verdades sobre o hedge cambial

A falta de previsibilidade não é nenhuma novidade para os empresários brasileiros. Porém alguns ainda desconhecem ferramentas que podem ajudar a trazer mais estabilidade para os negócios, como o hedge cambial.

O mecanismo, criado para proteger as empresas das flutuações do câmbio, oferece a possibilidade de fixar as cotações futuras e ajuda a reduzir o risco cambial de uma forma eficiente e segura, além de diminuir os custos operacionais.

Na prática, o empresário consegue saber exatamente quanto vai gastar ou quanto vai ganhar em uma operação envolvendo moeda internacional daqui alguns meses ou anos, independentemente do que aconteça com o dólar.

Para te ajudar a entender melhor sobre essa possibilidade, listamos dez mitos e verdades sobre o hedge cambial. Confira a seguir:

1 - É preciso fazer grandes movimentações em moeda estrangeira para poder contratar hedge

MITO

Não há valores mínimos ou máximos para operações de hedge cambial. Cada transação é feita de forma personalizada. Bruno Foresti, superintendente de Câmbio do Banco Ourinvest, diz que não existe um padrão pronto. “Nós ajudamos o cliente a decidir quanto do montante ele quer proteger e encontramos a melhor opção para cada tipo de negócio. A ideia é que o cliente possa focar na essência de sua operação, em vender seus produtos, e nós cuidamos da taxa cambial”, diz.

2 - Apenas empresas que atuam com comércio exterior podem contratar operações de hedge

MITO

As operações de hedge cambial podem ser contratadas por empresas de qualquer área de atuação ou por pessoas físicas. Por exemplo, pais que mantém filhos no exterior e precisam pagar a mensalidade do colégio ou da faculdade. “Uma mensalidade de US$ 10 mil por ano pode custar R$ 40 mil ou R$ 60 mil, não há como prever qual será a cotação do dólar no momento do pagamento. Por isso, esse cliente pode contratar um hedge, fazer uma trava, e saber exatamente quanto vai desembolsar com a educação do filho. É possível ter previsibilidade”, diz Erez Chalom, head de Pessoa Física do Banco Ourinvest.

3 - Existem três opções mais usuais de hedge cambial

VERDADE

Há três tipos de transações de hedge cambial:

  • Trava de câmbio, conhecida como câmbio futuro. Esse produto se assemelha à operação de câmbio padrão, porém ocorre com a sua liquidação em uma data superior a dois dias úteis e inferior a um ano. A empresa X precisa apresentar, até o momento da liquidação do câmbio, a documentação que ampara o fechamento da trava;
  • Termo de moedas, também conhecido como NDF. Esse produto tem a mesma precificação da operação de trava de câmbio, porém trata-se de um derivativo. O principal diferencial dessa operação é que a empresa X não precisa apresentar documentos de câmbio, uma vez que se trata de uma operação com instrumento derivativo referenciada em uma taxa de câmbio. Além disso, o termo de moedas também pode ser contratado para liquidação em períodos superiores a um ano;
  • Opção de câmbio. Nessa vertente, por meio da compra de uma call (opção de compra) de dólares, o Banco Ourinvest vende para a empresa um direito de comprar X dólares no dia do vencimento por um valor fixo, cobrando uma taxa única. Caso o dólar esteja superior ao patamar previsto, o banco pagará para a empresa toda a diferença, mas caso o dólar esteja abaixo do montante estabelecido como teto, a empresa poderá simplesmente abrir mão do seu direito de receber o ressarcimento (uma vez que não haverá valor a ser ressarcido) e então comprará os dólares pela taxa de mercado.

4 - O hedge cambial pode ser realizado em qualquer instituição financeira

MITO

O mecanismo é realizado por agentes financeiros autorizados por reguladores (como o Banco Central e a Anbima), como o Banco Ourinvest, e requer pessoal capacitado para compreender as particularidades de cada negócio, com o objetivo de garantir a aplicação mais vantajosa para o cliente.

5 - O hedge não tem prazo máximo de vencimento

VERDADE

Assim como o valor da operação pode ser personalizado de acordo com a necessidade do cliente, o prazo também pode ser negociado. Além disso, durante o prazo determinado pelo contrato, o cliente pode fazer revisões de prazo e realizar novas travas.

6 - Todas as empresas com operações internacionais são obrigadas a contratar operações de hedge cambial

MITO

A contratação da ferramenta é um processo opcional, mas as vantagens acabam atraindo a atenção das empresas e cada vez mais companhias estão apostando na previsibilidade da ferramenta.

7- O setor de agronegócio é o maior consumidor de hedge cambial

VERDADE

Como grande exportador e importante componente do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, o setor de agronegócio realiza muitas operações internacionais e lida com inúmeras variáveis, como o clima e a qualidade da safra, por exemplo. Por isso, controlar a variação cambial é ainda mais importante para assegurar suas margens e o setor já percebeu a importância do hedge cambial. Porém é importante destacar que a ferramenta está cada vez mais disseminada entre os diversos setores, independentemente do porte e da origem da empresa para realizar seu papel de trava.

8 - A taxa básica de juros é o único componente que define o valor do hedge cambial

MITO

O valor do hedge cambial está atrelado a fatores como o dólar no momento do fechamento e à taxa de juros atual do país. É verdade que quanto menor a taxa de juros, menor o custo do hedge, mas esse é o único fator que entra na conta. O ideal é que a trava de câmbio seja realizada com base em variáveis, como volume de vendas, prazo, custos fixos da operação e lucratividade desejada.

9 - O hedge cambial pode ser usado para resguardar operações em várias moedas

VERDADE

A lógica da ferramenta pode ser replicada para qualquer moeda. O Banco Ourinvest possui um dos portfólios mais amplos do mercado e está apto para realizar transações em diferentes moedas. Geralmente, as operações são convertidas para dólar ou euro, mas o cliente pode escolher fixar a taxa na moeda desejada.

10 - O hedge cambial ajuda a garantir a margem de lucro dos empresários

VERDADE

Segundo Eliaber Freitas, especialista de hedge no Banco Ourinvest, além de proteger o patrimônio das companhias e trazer previsibilidade às margens de lucro, o hedge deve ser usado em sincronia com o fluxo operacional das empresas. “Em momentos de volatilidade, um importador pode contratar a ferramenta e ganhar flexibilidade de fluxo de caixa, por exemplo”, diz. “Um importador que fez a trava no primeiro dia de janeiro já pegou um dólar bem mais baixo e conseguiu proteger sua margem”, conclui.

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Mestre em relações internacionais (USFC), Doutor em direito internacional (USP) e pós-doutor em Direito do comércio internacional (Georgetown University), Barral foi secretário de Comércio Exterior do Brasil de 2007 a 2011. Atualmente é, também, diretor no Departamento de Comércio exterior da FIESP e conselheiro da Câmara de Comércio Americana.

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